Frota de Solidariedade levará alimentos e remédios em apoio a Cuba

Ativista sueca Greta Thunberg é uma das entusiastas da campanha de solidariedade

“Coalizão internacional de movimentos, sindicalistas, parlamentares, organizações humanitárias e figuras públicas” organiza coleta de produtos que chegarão ao país caribenho em 21 de março

“Em resposta à enorme solidariedade global com Cuba, a ideia inicial de uma flotilha evoluiu para um comboio coordenado por via aérea, terrestre e marítima, que convergirá para Havana em 21 de março”, anunciaram os organizadores da ajuda humanitária nesta sexta-feira (20), denunciando a política criminosa de asfixia da Ilha caribenha pelo governo estadunidense.

A “Nossa Caravana Americana para Cuba” levará “alimentos, medicamentos, suprimentos médicos e bens essenciais” e está sendo organizada por “uma coalizão internacional de movimentos, sindicalistas, parlamentares, organizações humanitárias e figuras públicas”, aponta o manifesto.

“Apoio este comboio para Cuba não só porque o seu povo precisa de toda a ajuda que possa trazer, mas porque a solidariedade internacional é a única força suficientemente poderosa para se opor a figuras imperialistas como Trump e Netanyahu”, afirmou a ativista climática sueca Greta Thunberg.

À frente da Flotilha Global Sumud 2025 (que significa resiliência em árabe), organizada para entregar ajuda aos palestinos na Faixa de Gaza em desafio ao bloqueio marítimo israelense, Greta defendeu a relevância da mobilização no momento que “vem sendo imposto um cerco cada vez mais rigoroso”.

Com uma população de 9,6 milhões de habitantes, Cuba está sendo submetida a uma grave escassez de combustível e apagões prolongados, pois o governo Trump bloqueou os carregamentos de petróleo após o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos EUA. Ameaçando impor tarifas aos países que vendem hidrocarboneto à Havana, Washington intensifica o embargo imposto à ilha desde 1962.

ATIVISTA ALERTA PARA GRAVE CRISE HUMANITÁRIA

Coordenador da ONG Internacional Progressista, o ativista norte-americano David Adler condenou “o governo dos Estados Unidos por estar asfixiando o povo cubano”. “Eles estão sem luz, sem comida, sem medicamentos, sem energia. Isso está criando uma crise humanitária”, asseverou. Diante de tamanho crime, enfatizou, nosso objetivo é o mesmo do ano passado com a  flotilha para Gaza: “desafiar um bloqueio que estava matando a população civil de fome”.

Para David Adler, “quando os governos impõem punições coletivas, as pessoas comuns têm a responsabilidade de agir”.

CRIME GENOCIDA IMPOSTO POR TRUMP

“Há um embargo. Não há petróleo. Não há dinheiro. Não há nada”, proclamou Trump a bordo do Air Force One em 16 de fevereiro, reconhecendo a estruturação de um bloqueio cujas consequências são fatais para recém-nascidos e seus familiares, bem como para idosos e pessoas debilitadas.

“As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e as salas de emergência estão comprometidas, assim como a produção, a distribuição e o armazenamento de medicamentos”, alertou a Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos.

“A ordem executiva dos Estados Unidos constitui uma grave violação do Direito Internacional e representa uma séria ameaça para uma ordem internacional democrática e equitativa”, enfatizaram os especialistas da ONU.

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