Luciana ressalta a “cooperação intensa com a Índia” na área de semicondutores

Ministra fala no Fórum Empresarial Índia-Brasil (Foto: Reprodução - Instagram)

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), afirmou que o Brasil está buscando passar para um “modelo de financiamento sustentável” e parcerias com o Sul Global para o desenvolvimento tecnológico nas áreas de semicondutores e Inteligência Artificial (IA).

Luciana Santos está participando da comitiva do presidente Lula em sua viagem à Índia, onde participaram da Cúpula sobre o Impacto da IA.

A ministra declarou no evento que o governo Lula tem como objetivo “tornar o Brasil um destaque em IA sustentável, aproveitando nossa matriz energética limpa e focando em soluções que abordem a desigualdade socioeconômica”.

Em entrevista ao site Sputnik, a ministra enfatizou que o Brasil “tem muito a ganhar com a cooperação intensa com os indianos” na área de semicondutores, que são um insumo muito importante “para tudo que é cadeia produtiva no mundo”.

Para isso, “é fundamental transitar de programas pontuais e fragmentados para o modelo de financiamento sustentável com horizonte de décadas, garantindo a previsibilidade necessária para maturação tecnológica e a consolidação de equipes especializadas”.

Luciana apontou que “o apoio financeiro está sendo estruturado em torno de desafios nacionais concretos, como a soberania de dados e o domínio de semicondutores, funcionando como motor para o desenvolvimento de um ecossistema digital resiliente e tecnologicamente autônomo”.

Luciana Santos disse que, devido às “múltiplas crises” e à “ofensiva norte-americana”, “nós compreendemos a necessidade de caminhar cada vez mais para superar a nossa dependência tecnológica”.

Nesse sentido, se destacam as parcerias com outros países do Sul Global, como a Índia. Luciana disse que o Brasil e a Índia têm “muita identidade” e estão em “estágios muito parecidos de desenvolvimento e de domínio tecnológico”.

A ministra destacou a importância de construir uma rede de fibras ópticas “Sul-Sul”. “Esse é um dos exemplos importantes de cooperação objetiva, de infraestrutura, de pesquisa fundamental, que é a gente ter nossos dados circulando com nossas próprias infraestruturas”, disse.

Ainda na entrevista, Luciana disse que o Brasil não quer “só exportar os minérios críticos, nós queremos manufaturar no Brasil, e a experiência que a Índia tem e a própria China tem na área de terras raras nos interessa muito nessa perspectiva de garantir que o Brasil possa entrar nesse mercado tão promissor e tão estratégico”.

Em seu perfil no Instagram, a ministra ressaltou que o “futuro digital que estamos construindo é soberano, ético e focado em melhorar a vida de cada brasileiro e brasileira”. “Durante a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026, na Índia, apresentamos a estratégia brasileira para o desenvolvimento de uma IA que serve ao povo, protege o planeta e defende a democracia”.

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