O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, comemorou na última sexta-feira (20) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos EUA, caso do Brasil.
“Acho que abriu uma avenida ainda maior para a gente poder ter aí um comércio exterior mais pujante, o que significa emprego e renda. O comércio exterior é fundamental para o crescimento da economia”, defendeu.
“A decisão da Suprema Corte [dos EUA] foi muito importante para o Brasil, porque os Estados Unidos é o terceiro maior comprador do nosso País e é o primeiro maior comprador de manufaturados, de produtos de valor agregado mais alto. E, com isso, a gente pode aumentar bastante agora a parceria comercial com os Estados Unidos”, disse o vice-presidente da República, que também é ministro da Indústria e Comércio em declaração a jornalistas.
Na sexta-feira (20), por 6 votos a 3, a maioria dos ministros da Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente dos EUA criar tarifas por conta própria.
Para esse tipo de medida, é preciso autorização explícita do Congresso, de acordo com a corte. Já Trump, argumenta que essa lei de 1977 lhe daria poderes de adotar tarifas em situações excepcionais.
Na prática, a decisão da Suprema Corte derruba as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas no ano passado contra grande parte dos parceiros comerciais dos EUA, com base na IEEPA.
Donald Trump classificou como “vergonha” a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e, em coletiva de imprensa no início da tarde, prometeu assinar um decreto impondo 10% de tarifa global, que deve entrar em vigor em três dias e permanecer por um período de cinco meses. Neste sábado (21), Trump anunciou tarifas de 15% sobre importações e não 10%.
Para o vice-presidente da República do Brasil, a nova tarifa valerá para todos os países, o que não deve tirar a competitividade do Brasil com seus concorrentes.
“Os 10% global é para todos. Nós não perdemos competitividade, se é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de 40% que ninguém mais tinha”, afirmou Alckmin.
Geraldo Alckmin explica que “o tarifaço (10% mais 40%), que estava onerando 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos, foi reduzido para 35%, 33%, caiu para 22%, mas nós ainda tínhamos 22% da exportação moderada com o tarifaço, então isso abre uma oportunidade ótima para maior complementaridade econômica, ganha-ganha, investimentos recíprocos”.











