Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo entram em greve a partir desta quinta-feira (9). Na sexta-feira (10), a categoria fará uma assembleia com ato às 16h no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, para definir a continuidade da paralisação e os rumos do movimento.
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os profissionais de ensino exigem reajuste do piso nacional no salário-base, com impacto em toda a carreira; aplicação correta da jornada do piso, com divisão entre aulas com e sem estudantes; retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa da Educação, e revogação do modelo de avaliação de desempenho, considerado punitivo.
“O governo Tarcísio de Freitas publicou o Decreto 70.483/2026, que dispõe sobre a concessão de abono complementar aos servidores. Na prática, o governo Tarcísio mais uma vez descumpre a lei do piso, e pagará um abono para aqueles profissionais que recebem abaixo do piso nacional, até que complemente o valor”, explica, em nota, a Apeoesp.
A entidade também afirma que o governador “enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar 226/2026, que propõe reajuste salarial de 10% para as forças de segurança (polícias civil e militar)”, e questiona porque os profissionais da Educação não têm o mesmo tratamento. “Ora, não desconhecemos a importância das forças policiais, porém a Educação e seus profissionais são fundamentais para a sociedade e, portanto, também devemos receber um reajuste linear compatível com o que está sendo a eles concedido”, afirma a nota.
A categoria também luta pela garantia de atribuição de aulas de forma presencial e transparente; ampliação da oferta de aulas no período noturno, incluindo ensino regular e EJA; pelo fortalecimento da educação especial inclusiva; além de convocação de mais professores concursados, pagamento de valores retroativos ligados ao tempo de serviço congelado na pandemia, e devolução de valores descontados de aposentados e pensionistas.
Apontando problemas na distribuição de turmas e na organização da rede de ensino, o sindicato também defende que “não haja professores sem aula nem estudantes sem professores”.
“Estamos chamando os professores e as professoras a fecharem suas escolas nos dias 9 e 10 e participarem da assembleia. É um momento decisivo para a nossa categoria, que precisa se posicionar diante das medidas que impactam a educação pública e a carreira do magistério”, convoca a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidente da Apeoesp.
Bebel ressalta a defesa da carreira docente, incluindo a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores com outros profissionais de nível superior.
“Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, afirma Bebel.
Segundo a Apeoesp, que representa os professores de todo o estado, “a expectativa é reunir profissionais de diferentes regiões para fortalecer o movimento e ampliar a adesão à greve”.











