Para o deputado, “não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Eduardo Bolsonaro por voltar a atacar a soberania do Brasil com ameaças de intervenção dos Estados Unidos.
“Eduardo não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral”, denunciou Lindbergh.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que o governo de Donald Trump pode voltar a sancionar autoridades e membros do Judiciário brasileiro caso o resultado das eleições os desagrade.
Eduardo abandonou, em março de 2025, o cargo de deputado federal e viajou para os EUA para conspirar com Trump em prol de sanções contra o Brasil.
Para Lindbergh Farias, “não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”.
O parlamentar explicou em suas redes sociais que pediu a prisão preventiva de Eduardo “por voltar a articular, de fora do país, pressão internacional contra autoridades brasileiras e contra a Justiça Eleitoral”.
“Na nova petição, sustentamos que Eduardo anunciou publicamente que pretende acionar, em tempo real, autoridades e espaços de poder nos Estados Unidos contra integrantes do TSE durante a eleição de 2026”, continuou.
“A declaração agrava o quadro, reforça o risco de continuidade da conduta e exige reação firme da Suprema Corte”, disse.
“Além da prisão, pedimos medidas cautelares e a remessa do caso à PGR [Procuradoria-Geral da República] e à Polícia Federal para aprofundar a apuração”, contou.
Em 2025, Eduardo Bolsonaro tramou pelo tarifaço do governo dos EUA contra produtos brasileiros, além de sanções contra autoridades, em especial com o uso da Lei Magnitsky.
Seu objetivo era impedir que o STF julgasse e condenasse seu pai, Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado que liderou. Jair foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.











