
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por desvios de R$ 18 milhões de verbas pública nas obras da usina nuclear de Angra 3.
A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra Michel Temer. Uma por corrupção e lavagem de dinheiro e outra por peculato e lavagem de dinheiro.
A força-tarefa da Lava Jato aponta que Michel Temer, Moreira Franco e João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, cometeram crimes de corrupção passiva, peculato (apropriação de verbas públicas) e lavagem de dinheiro.
Segundo os procuradores, os crimes envolvem a contratação irregular da empresa finlandesa AF Consult Ltd, da Argeplan e da Engevix para a execução do contrato de engenharia eletromecânico 01 da usina nuclear. A Lava Jato denuncia que houve lavagem de dinheiro por meio de pagamentos de empresas como a Construbase Engenharia, que repassava valores para a PDA Projetos, controlada por Lima.
Michel Temer, Moreira Franco e coronel Lima respondem também pela contratação fictícia com a empresa Alumi Publicidades, como forma de dissimular o pagamento de propina de cerca de R$ 1,1 milhão.
As denúncias serão analisadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. Se o magistrado aceitar as acusações, o ex-presidente responderá a ações perante a Justiça Federal fluminense.
Temer foi preso no dia 21 e passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio. A operação que levou o emedebista à prisão está ligada a uma investigação iniciada pela Procuradoria-Geral da República durante o período em que Michel Temer ainda estava na presidência. Após o fim do mandato e a perda do foro privilegiado, o inquérito foi transferido para a Lava Jato Rio.
Na quinta (28), Temer tornou-se réu em ação criminal pela primeira vez por decisão do juiz Rodrigo Parente Paiva, da 15ª Vara Federal de Brasília. Neste caso, o ex-presidente é acusado por corrupção no caso da mala de R$ 500 mil.
Em 2017, o então assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo Ricardo Saud, da J&F