Confederação dos Trabalhadores do Equador expressa solidariedade com o povo de Cuba

Dirigentes da CTE recebem na sede da entidade o embaixador de Cuba (segundo a partir da esquerda) (Redes Sociais)

Frente às ameaças de Trump e ao recrudescimento do bloqueio a Cuba, manifestações de solidariedade são emitidas por todo o Planeta. A dos trabalhadores equatorianos é especialmente importante pois a mobilização dos sindicatos é fundamental para vencer a agressão norte-americana

O presidente da Confederação dos Trabalhadores do Equador (CTE), Edgar Sarango, recebeu o embaixador cubano no Equador, Basilio Gutierrez, a quem entregou a mensagem de solidariedade e se comprometeu a dar apoio à Revolução Cubana. Eles denunciaram as agressões do império americano e sua escalada contra Cuba.

A mensagem do CTE ressalta que o apoio regional a Cuba é fundamental para fazer oposição ao imperialismo norte-americano e impedir mais agressões contra os povos latino-americanos.

Os governos norte-americanos, há seis décadas, estão tentando subjugar Cuba e agora, sob a ditadura de Trump, tentam fazer seu povo se submeter através da fome e do isolamento. A decadência do império americano os deixou mais agressivos, mas estão sendo repelidos pela resistência e perseverança do país caribenho.

Recentemente o governo de Trump declarou Cuba como “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança dos EUA” e ameaçou botar mais tarifas contra países que lhe fornecerem petróleo, agravando a situação econômica de Cuba.

Segue a Carta da Confederação equatoriana:

SOLIDARIEDADE COM O GOVERNO E O POVO CUBANO

A Confederação dos Trabalhadores do Equador, organização sindical filiada à Federação Sindical Mundial, ante os acontecimentos e ameaças que vive o povo cubano, expressamos nossa solidariedade e respaldo absoluto à Revolução Cubana, que por mais de 60 anos resiste às agressões imperialistas norte-americanas.

Estas ações que o governo dos Estados Unidos impõe, são a radicalização do bloqueio econômico de décadas que, juntamente com ele, afirma agora preparar uma invasão militar a Cuba.

As organizações sociais, sindicatos, partidos e movimentos em nível mundial, de todas as formas, têm feito chegar seu respaldo e solidariedade ao governo e ao povo cubano, mas o mais importante é levantar como uma só voz na América e, em uma franca unidade unidade e solidariedade, realizar uma ação que repercuta no governo estadunidense e que sirva de apoio para deter estas agressões sobre os povos e nações da América Latina.

Nosso apoio e respaldo à luta socialista do governo e povo de Cuba!

Saudamos e respaldamos o direito dos povos à livre autodeterminação!

Quito, 6 de fevereiro de 2026  


“DEIXEM CUBA VIVER”, EXIGEM ARTISTAS, POLÍTICOS E ENTIDADES DOS EUA

Mais de 20 políticos membros da Câmara de Nova Iorque, organizações de esquerda, músicos e atores como Mark Ruffalo, Kal Penn, Susan Sarandon, Alice Walker, Boots Riley e muitos outros assinaram a carta intitulada “Chamado à Consciência”(Call to Conscience), contra o embargo do governo de Trump ao envio de petróleo a Cuba.

“O presidente dos EUA, Donald Trump, está tentando induzir uma fome em Cuba. A fome em massa e o sofrimento humano em Cuba é o objetivo da mais recente Ordem Executiva de ‘emergência’ de Trump, impedindo Cuba, uma nação insular, de importar petróleo ou quaisquer fontes de energia necessárias para sobreviver. É uma manobra cínica e grosseira para distrair a opinião pública das questões em casa que estão provocando dissidência pública em massa, e como vimos com a Venezuela, um precursor de um ataque militar ilegal,” disseram na carta, que prossegue:

“Nós, juntamente com milhões de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo, rejeitamos esse ato desumano contra o povo de Cuba. Esta não é uma política de segurança nacional; é um ato deliberado de guerra econômica destinado a estrangular toda uma população.”

“O presidente Barack Obama iniciou um importante esforço para normalizar as relações entre os Estados Unidos e Cuba. Os dois países reabriram suas embaixadas depois de terem sido fechadas por 50 anos. Pessoas nos Estados Unidos, Cuba e todo o Hemisfério Ocidental saudaram isso como um fim bem-vindo às políticas anacrônicas da Guerra Fria que dominaram o relacionamento”.

“Mas Trump inverteu o caminho que o governo Obama começou. Sua Ordem Executiva de 29 de janeiro rotula Cuba como uma ‘ameaça incomum e extraordinária’ para os Estados Unidos. Isso é obviamente falso, mas fornece um pretexto para impor penalidades econômicas severas a qualquer país que tente entregar petróleo ou comércio com Cuba.”

As consequências da nova Ordem Executiva serão medidas no sofrimento humano:

-As famílias ficarão sem energia para luz, refrigeração e culinária.

-Os hospitais enfrentarão escolhas impossíveis, arriscando o fechamento de enfermarias e a suspensão de tratamentos críticos.

-A distribuição de alimentos e medicamentos ficará paralisada.

-Os mais vulneráveis – crianças, idosos e doentes – suportarão o peso dessa crueldade.

“Esta política é inconcebível. Aprofunda uma crise humanitária de nossa própria criação. Cuba não representa ameaça para os Estados Unidos. Morrer de fome em submissão não é diplomacia; é uma forma de terrorismo.”

“Pedimos a todas as pessoas de consciência que rejeitem essa crueldade e exijam o fim imediato do bloqueio. Por mais de 30 anos, a Assembleia Geral da ONU votou anualmente, com uma maioria esmagadora, para condenar o embargo dos EUA a Cuba. Trump deve levar a cabo a sua política externa com respeito aos desejos do povo dos Estados Unidos e de acordo com o direito internacional.”

“Nós, o povo dos Estados Unidos, queremos ter relações normais com Cuba, tratar Cuba com igualdade e respeito, e o mais importante ver Cuba e o povo cubano como nossos vizinhos e não nossos inimigos.

Deixem Cuba Viver! Cuba não é uma ameaça!”

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