“A Venezuela nunca será colônia”, disse a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez

A vice-presidente Delcy Rodríguez defendeu a liberdade de Maduro, ao falar ao país pela TV. (divulgação)

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, em um pronunciamento transmitido pela televisão pública no sábado (3) , convocou ministros e a população venezuelana a resistir a uma intervenção do governo de Donald Trump no país.

Ela pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Disse ainda que Nicolás Maduro  continua sendo o único presidente do país e classificou sua captura como um “sequestro” promovido pelos EUA.

Delcy destacou a mobilização das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) e do povo venezuelano nas ruas após a agressão dos EUA, para defender a “soberania” e a “integridade territorial, que foi brutalmente atacada”. O pronunciamento foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, além do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.

Mais cedo, ela havia confirmado a prisão de Maduro e Flores e exigido que o governo dos EUA fornecesse “prova imediata de que ambos estão vivos”

A vice-presidente pediu ao povo que “mantenha a calma” para “enfrentar isso juntos” e “em perfeita unidade nacional”, com sua “dignidade”.

Rodríguez também destacou as vozes que se uniram na condenação das ações de Donald Trump na comunidade internacional. “Da China, da Rússia, da América Latina, do Caribe, da África, da Ásia, os governos do mundo estão simplesmente chocados com o fato de a República Bolivariana da Venezuela ser vítima e alvo de um ataque dessa natureza”, afirmou.

AGRESSÃO VIOLENTA À CARTA DA ONU

Para a vice-presidente, esse ataque é uma “agressão que violenta flagrantemente os Artigos 1 e 2 da Carta das Nações Unidas”.

“O que está sendo feito com a Venezuela é bárbaro; sitiar e bloquear o país é bárbaro, que violenta todos os mecanismos do sistema internacional de direitos humanos e constitui crimes contra a humanidade”, acrescentou, referindo-se não apenas à agressão recente, mas também às ações que os EUA vêm realizando nas águas caribenhas ao largo da costa venezuelana desde agosto passado.

Delcy apontou que os verdadeiros motivos da presença militar dos EUA no sul do Caribe eram conhecidos de antemão.

“Já havíamos alertado que uma agressão estava em curso sob falsos pretextos, e que as máscaras haviam caído, revelando seu único objetivo: a mudança de regime na Venezuela e a subsequente tomada de nossos recursos energéticos, minerais e naturais”, finalizou a vice-presidente.

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