Ministro do Exterior de Cuba, Bruno Rodriguez, foi recebido em Moscou por Putin e Lavrov para discutir o fortalecimento da cooperação da Rússia a Cuba
O presidente russo Vladimir Putin e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se reuniram em Moscou, nesta quarta-feira, com o ministro das Relações Exteriores da República de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, para reafirmar a cooperação e o apoio de Moscou à soberania de Cuba diante da ameaça do imperialismo americano. Putin já declarou que a Rússia vai retomar o fornecimento de petróleo aos cubanos.
O presidente russo assegurou o apoio de Moscou a Cuba, chamou de “inaceitáveis” as agressões americanas contra a ilha caribenha, defendeu o direito do país caribenho à independência e soberania em um momento no qual o recrudescimento das condições econômicas ocorre com a exacerbação do bloqueio mantido contra Cuba e rejeitado por países de todo o mundo.
“RÚSSIA SEMPRE DEFENDEU O DIREITO DE CUBA AO SEU PRÓPRIO CAMINHO“
“Sempre estivemos ao lado de Cuba em sua luta pela independência, pelo direito de seguir seu próprio caminho de desenvolvimento, e sempre apoiamos o povo cubano. Sabemos o quão difícil foi para o povo cubano ao longo dessas décadas de independência, lutando por seu direito de viver segundo suas próprias regras e defender seus interesses nacionais”, disse Putin.
Lavrov defendeu a resolução para questões internacionais devem ser resolvidas “através do diálogo baseado no respeito mútuo e de um equilíbrio de interesses”. O chefe da diplomacia russo também criticou as ações de Washington e disse que os EUA estão “ameaçando endurecer suas ações desumanas e ilegítimas após um bloqueio de mais de 70 anos”.
“Como a maior parte da comunidade internacional, pedimos aos Estados Unidos que mostrem bom senso e tomem uma atitude responsável, abstendo-se de implementar seus planos para um bloqueio naval da Ilha da Liberdade. Rejeitamos categoricamente as alegações rebuscadas sobre a Rússia e Cuba, e a cooperação entre eles, que presumivelmente estaria ameaçando os interesses dos Estados Unidos ou de quaisquer outros países”, disse Lavrov na abertura das conversações.
Em 29 de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que autoriza o governo dos EUA a unilateralmente impor tarifas contra países que fornecerem petróleo para os cubanos provocando uma crise energética na ilha.
Ele também declarou estado de emergência para rotular Cuba como uma ameaça à segurança dos EUA e apontou a proximidade de Cuba com a Rússia como sendo um maior fator decisivo para a medida.
“Gostaria também de reafirmar a completa inaceitabilidade das ações dos Estados Unidos, que, como recordaram há pouco, adotou uma ordem executiva que designa Cuba como uma ameaça para os interesses nacionais dos EUA. Ao mesmo tempo, o documento diz que essa suposta ameaça é exacerbada pela cooperação de Cuba com a Rússia, que foi descrita no documento como um ator “hostil” e “maligno”, disse Lavrov.
O ministro russo rejeitou o que ele chamou de “acusações fabricadas” pelos americanos para sabotar a cooperação histórica entre a Rússia e Cuba e que essa parceria não apresenta nenhuma aos interesses americanos ou de qualquer outro país.











