Apagão no centro de SP deixa 30 mil residências sem luz e Enel ainda não explica falha

Desde 2024, capital vive uma série de apagões - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Moradores do centro de São Paulo enfrentam mais de 24 horas sem energia elétrica nesta terça-feira, sem que a Enel consiga informar a causa do apagão. A falha começou por volta do meio-dia de ontem e atingiu bairros como Consolação, Higienópolis, Bela Vista, Vila Buarque e Santa Cecília.

No auge do problema, cerca de 30 mil endereços ficaram sem luz. A empresa afirma que equipes seguem trabalhando, porém não dá prazo nem esclarece o motivo da interrupção.

Moradores criticam a falta de informações por parte da concessionária privada, sucessivos protocolos sem retorno e dificuldades graves no dia a dia. Em prédios residenciais, há idosos, pessoas com deficiência e pacientes que dependem de equipamentos médicos. Alguns afirmam que geradores prometidos pela Enel não chegaram.

O caso reacende lembranças de março de 2024, quando o centro da capital ficou quase uma semana sem energia durante uma onda de calor. Na época, a Enel atribuiu o problema ao superaquecimento da fiação subterrânea e a obras da Sabesp na região. Desta vez, a situação chama atenção porque não houve temporal, ventos fortes ou temperaturas extremas — os termômetros marcaram cerca de 25 °C.

Especialistas e moradores questionam a recorrência das falhas, especialmente em uma região com rede subterrânea, menos exposta a quedas de árvores e intempéries. A demora na identificação do problema e na normalização do serviço tem gerado críticas à capacidade operacional da concessionária.

Enquanto isso, moradores do centro seguem à espera de uma solução definitiva e cobram explicações claras sobre mais um apagão prolongado em uma das áreas mais movimentadas da capital paulista.

Os repetidos apagões tem prejudicado a população de São Paulo colocando em evidencia a falência do modelo privatizado de gestão de redes elétricas, que não garantiu melhorias proporcionais aos lucros obtidos pela companhia nem respostas eficientes às necessidades da população.

A concessionária é alvo de diversos processos que exigem a não renovação, ou a suspensão da concessão da Enel em São Paulo. Em dezembro de 2025, o apagão que afetou a região metropolitana afetou 4,4 milhões de residências, o dobro do informado pela privatizada para a Aneel.

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