Assembleia Nacional de Cuba denuncia escalada do governo dos EUA

Parlamento cubano aprova documento dirigido aos parlamentares de todo o mundo (Redes Sociais)

Nesta segunda-feira (2), a Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba emitiu uma nota que pede a deputados de outros países rejeitem o bloqueio, agressões e ameaças de Washington a Cuba.

A Assembleia Nacional pede que parlamentares ao redor do mundo ergam suas vozes e denunciem a escalada que os EUA estão fazendo contra Cuba através de sanções impostas e um cerco contra o país a fim de sufocar o povo cubano.

A Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba condenou a ordem executiva assinada pelo ditador americano, Donald Trump, que considera as ações do governo de Cuba “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”.

Dado o significado do documento lançado pelo parlamento cubano, o reproduzimos na íntegra:


Apelo da Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional do Poder Popular aos parlamentares do mundo

Os membros da Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba condenam a nova escalada do atual governo dos Estados Unidos, que mais uma vez expõe a natureza criminosa da política de guerra econômica com o claro propósito de provocar a asfixia do povo cubano.

Ao mesmo tempo, apoiamos a Declaração do Governo Revolucionário publicada em 30 de janeiro.

Mais uma vez, o império usa mentiras e calúnias como armas para justificar suas pretensões expansionistas. Mas eles não vão ter sucesso com Cuba.

A recente Ordem Executiva do Presidente dos Estados Unidos afirma que as práticas e ações do Governo cubano constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.

Cuba é um país de paz; Nunca apoiou ações terroristas, que denuncia e condena firmemente. Em vez disso, por mais de seis décadas, tem sido vítima de terrorismo de Estado e de uma cruel guerra econômica liderada por sucessivas administrações dos EUA.

Ao estabelecer um sistema tarifário contra países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, a ordem adquire caráter extraterritorial porque viola o direito internacional e a soberania dos Estados.

O documento ameaça a estabilidade da região e expressa desrespeito à Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos 33 chefes de Estado e de governo da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños, CELAC).

Mais uma vez, os governantes dos EUA estão errados ao subestimar o patriotismo dos cubanos. Eles ignoram as muitas passagens que nossa história coleta de dedicação infinita à causa da independência.

Cuba reitera sua disposição para dialogar com o Governo dos Estados Unidos, em igualdade de condições e com absoluto respeito à sua independência e soberania.

Diante dessa nova agressão cheia de crueldade, convocamos parlamentares de todas as latitudes a denunciar a política vil e antiética com a qual o governo dos Estados Unidos pretende pisotear a soberania de Cuba e dos povos da Nossa América e do mundo; Pedimos especialmente ao povo dos Estados Unidos que rejeite essa injustiça.

Somos gratos pelas mensagens de solidariedade que vieram de inúmeros países, órgãos legislativos, grupos parlamentares de amizade e organizações políticas, que defendem o respeito aos direitos humanos e o progresso do povo cubano.

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