
Israel vem atacando os palestinos em Gaza desde que rompeu unilateralmente o cessar-fogo no dia 18 de março
Caças das forças de extermínio de Israel bombardearam nesta quarta-feira (2) uma clínica administrada pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) no campo de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza.
No ataque 15 civis, principalmente mulheres e crianças, foram assassinados pela agressão do regime de Netanyahu.
Observando que o prédio atacado havia sido usado anteriormente como um centro de saúde e já tinha sofrido grandes danos no início dos ataques, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, afirmou: “Até os escombros se tornaram um alvo, as forças israelenses atacaram mais uma vez o prédio da UNRWA no norte de Gaza”.
Ele acrescentou que “de acordo com os relatos iniciais, o prédio abrigava centenas de pessoas civis quando foi atacado, e nove crianças, incluindo um bebê de duas semanas, estavam entre as vítimas”.
Lazzarini indicou que os deslocados pela agressão na Faixa de Gaza não têm para onde ir e que, mesmo depois que o prédio da UNRWA foi atacado, aqueles que se refugiavam lá tiveram que continuar no local.
Ele destacou que, desde o início da agressão, mais de 300 edifícios da ONU foram danificados ou completamente destruídos.
Lazzarini acrescentou que mais de 700 pessoas foram mortas enquanto buscavam proteção nesses prédios da ONU durante os bombardeios israelenses em Gaza. Ele enfatizou que o desrespeito às instalações, equipe e operações da ONU constitui uma violação hedionda do direito internacional, pedindo uma investigação independente sobre os ataques que visam as instalações da ONU.
SITUAÇÃO HUMANITÁRIA EM GAZA ULTRAPASSOU A CATÁSTROFE
Reham Al-Jaafari, diretor de Advocacia da ActionAid, frisou que a situação humanitária na Faixa de Gaza ultrapassou a catástrofe, descrevendo-a como sem precedentes, dada a falta de alimentos, água e combustível, e o colapso completo do setor de saúde.
Al-Jaafari denunciou em uma entrevista à Rádio Voz da Palestina que o fechamento contínuo das travessias levou a uma grave escassez de suprimentos básicos.
Todas as padarias estão fechadas, simplesmente por falta de farinha de trigo.
O cerco impõe a fome aos palestinos, incluindo a suspensão da atividade de cozinhas comunitárias, que pararam de fornecer refeições quentes devido à escassez de combustível.
O número geral de mortos pela agressão israelense contra a Faixa de Gaza chegou a 50.523 pessoas, fundamentalmente civis, e 114.776 feridos desde 7 de outubro de 2023.
Fontes médicas informaram que entre as vítimas estão 1.163 pessoas e 2.735 feridos desde 18 de março, ou seja, desde que a ocupação assassina retomou a agressão contra a Faixa de Gaza quebrando o acordo de cessar-fogo.
O bombardeio das últimas 24 horas deixou mais 100 pessoas mortas e 138 feridos chegaram aos hospitais na Faixa de Gaza e que várias vítimas ainda estão sob os escombros.