Ataques dos EUA a barcos no Caribe já assassinaram 150 venezuelanos e colombianos

Crime assumido: foto distribuída pelo Comando Sul dos EUA mostra barco atingido por míssil que sua força disparou

Segundo revela a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão, em cinco meses de agressão, já foram destruídas 44 embarcações

Ataques norte-americanos a barcos nas costas da Venezuela e Colômbia já assassinaram 150 pessoas e destruíram 44 embarcações, nos últimos cinco meses, informa a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão.

O mais recente atentado, no qual morreram três tripulantes, aconteceu nesta segunda-feira (23).

O pretexto para este assassinato em série, segundo os criminosos de Washington é o “combate ao narcotráfico”, coisa que os perpetradores dos mísseis lançados aos barcos não sentem qualquer necessidade de comprovação.  

Só na semana passada, forças norte-americanas anunciaram a destruição de três embarcações, todas destruídas sob o mesmo pretexto: barcos de narcotraficantes. Nos três atentados foram assassinadas mais 11 pessoas, o maior ataque desde o início da carnificina intitulada de Operação Lança Sul.  

TRUMP QUALIFICA DE JUSTOS OS ATENTADOS QUE PERPETRA

Apesar de organizações mundiais como a Anistia Internacional (AI), legisladores democratas e inclusive alguns republicanos condenaram esses ataques, classificando eles como “ilegais”, a administração ditatorial de Trump argumenta que as suas ações são justas, justificadas, uma vez que Washington estaria envolvido num “conflito armado” com cartéis e organizações terroristas ligadas ao tráfico de droga da América Latina.

No final de outubro, comissários da ONU denunciaram a violação do direito internacional pelos Estados Unidos com seus ataques aéreos contra embarcações no Caribe e no Pacífico.

Especialistas em direito internacional e organizações de defesa dos direitos humanos consideram esses ataques como execuções sumárias, já que miram civis que não oferecem qualquer ameaça aos Estados Unidos.

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