
O traíra mandou mensagem a Hugo Motta pedindo para seguir nos EUA mas recebendo salário de deputado no Brasil. Ele quer que os brasileiros financiem a sua conspiração e sabotagem criminosas ao país
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que largou o mandato e foi para os Estados Unidos conspirar contra o Brasil, pediu autorização ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para continuar eu trabalho de sapa só que recebendo salário de deputado. Ele está nos EUA desde fevereiro atuando contra o Brasil e alegou que pode exercer seu mandato mesmo morando fora.
A Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por seu insistente trabalho de tentar influenciar o governo americano a sancionar e prejudicar o Brasil. O presidente da Câmara, Hugo Motta, já afirmou que “não existe mandato a distância”. “Quando tomou a decisão de ir para os Estados Unidos cumprir o papel que ele acha correto, ele [Eduardo] sabia que era incompatível o exercício parlamentar”, declarou o presidente da Câmara há duas semanas, em entrevista à GloboNews. A jornalistas, Hugo Motta disse que tratará Eduardo Bolsonaro como todos os outros parlamentares da Câmara e que seguirá o regimento.
“Bananinha”, como o filho de Bolsonaro é conhecido nos meios políticos, quer que o contribuinte brasileiro financie com dinheiro público o seu trabalho de conspiração nos EUA contra o Brasil. Ele alega que está sendo perseguido no Brasil. Na verdade ele está sendo indiciado exatamente por tentar obstruir os trabalhos da Justiça no julgamento de seu pai, instigando Trump a chantagear o Judiciário brasileiro. Eduardo tem se reunido com representantes do governo americano pedindo tarifas contra os produtos brasileiros e sanções contra autoridades.
No documento tentando enrolar Motta, Eduardo Bolsonaro afirma que a Casa tem de garantir prerrogativas semelhantes às da época da Covid, pois, segundo ele, “o risco de ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia”. Consciente ou não, o que ele está fazendo é comparar a tragédia provocada por seu pai durante a pandemia com a tragédia que ele está provocando agora na economia brasileira quando bajula e insufla Trump a atacar o Brasil.
“Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda”, diz. “Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, afirmou Eduardo Bolsonaro, deixando transparecer que ele pretende mesmo seguir com sua família na terra da Disneylândia.
A artimanha para seguir sabotando a economia brasileira não deve prosperar e o deputado deverá perder o mandato caso se mantenha nos EUA. O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (29) que o deputado se tornou o maior traidor da pátria de todos os tempos e defendeu que seu mandato seja cassado.
“Ele [Eduardo] não pode exercer o mandato dele [remotamente]. Eu já falei com o presidente Hugo Motta e outros deputados de que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país”, disse. “Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo. Porque ele sai do Brasil, vai para os Estados Unidos atacar o Brasil e ficar mentindo em relação ao Brasil. As acusações que o [Donald] Trump fez ao Brasil para fazer a taxação são todas inverídicas”, argumentou.
A PF indiciou Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo no último dia 15 de agosto. Pai e filho foram indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O período de afastamento de Eduardo chegou ao fim em julho. Em março, ele solicitou 122 dias de licença — dois por motivos de saúde e 120 por interesse pessoal. Sem possibilidade de renovação, as faltas injustificadas voltaram a ser contabilizadas pela Casa após o recesso em agosto.