Bloqueio criminoso só faz Cuba se unificar contra Trump, diz Orlando

Deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) (Foto: Reprodução - Facebook)

“Senti Díaz-Canel muito confiante, o Partido Comunista de Cuba unificado, o governo unificado e buscando construir diálogos e pontes com diversos países do mundo”, relata o parlamentar que participou da caravana de solidariedade Nuestra América Convoy

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou, em entrevista ao HP, que os Estados Unidos intensificaram o bloqueio contra Cuba para jogar o povo contra seu governo, mas está claro para os cubanos que o responsável pela atual crise é Donald Trump.

Donald Trump “quer levantar o povo cubano contra o seu governo. Mas até aqui, o governo tem sido capaz de mostrar quem é o responsável pelas dificuldades que a ilha vive, que é Donald Trump”.

Orlando esteve em Cuba e participou de atividades de solidariedade ao país, inclusive encontro com o presidente Miguel Díaz-Canel.

O deputado relatou que os Estados Unidos impuseram sobre Cuba “um bloqueio energético que tenta impedir a chegada de combustível, e isso impacta nos serviços essenciais, na atividade econômica e restringe o acesso ao turismo”.

Orlando em Cuba com Gustavo Petta e Bianca Borges, presidente da UNE (Foto: Divulgação)

Em uma nova agressão covarde, o presidente Donald Trump está forçando outros países a romperem relações diplomáticas com Cuba, como ocorreu com a Costa Rica, e desfazerem “contratos de serviços médicos, que são uma das principais fontes de receita para a ilha”. Cuba enviou médicos para mais de 150 países, incluindo o Brasil, que os contrata pelo programa Mais Médicos.

Por conta da falta de combustível para a produção de energia, as universidades de Cuba passaram a funcionar de maneira remota e o transporte público foi gravemente afetado, assim como o turismo.

Diante dessa situação, o governo cubano optou por dar prioridade ao funcionamento da saúde e da educação básica.

“Senti o presidente Miguel Díaz-Canel muito confiante, o Partido Comunista de Cuba unificado, o governo unificado e buscando construir diálogos e pontes com diversos países do mundo para ver soluções que deem um fôlego para a economia cubana e garantam dias melhores para a ilha”, continuou.

Com o presidente de Cuba, Diaz-Canel (Foto: Divulgação)

“Não por acaso, o Presidente da República afirma: ‘lutaremos com as nossas vidas’. E quem conhece a história de Cuba sabe a força do que ele está dizendo, a força e a resiliência que esse povo tem”, disse.

Na avaliação do parlamentar, a unidade dos cubanos em torno da defesa de sua soberania faz com que os EUA não consigam invadir o país, como fizeram com a Venezuela, uma vez que o povo cubano poderia realizar até mesmo uma resistência armada.

Orlando apontou que não foi por acaso que os EUA assassinaram 32 soldados cubanos quando invadiram a Venezuela para sequestrar o presidente Nicolás Maduro.

Depois da missão em Cuba, a delegação brasileira tem discutido formas de garantir a entrega de equipamentos agrícolas que tenham captação de energia fotovoltaica, o que pode colaborar para que o país tenha mais autonomia na produção.

Orlando Silva destacou ainda que o governo Lula “tem colocado o tema Cuba nos encontros multilaterais”.

“Brasil, México e Colômbia são os países mais ativos na solidariedade e na busca de soluções para superar essa violência que Trump lidera contra o povo cubano”, comentou.

“Não é simples o fato de muitas empresas brasileiras, como a própria Petrobrás, terem presença em bolsas de valores europeias e americanas, sobretudo a Bolsa de Nova York. As restrições legais pela legislação americana alcançam, de algum modo, a Petrobrás, o que cria determinados embaraços, além das restrições militares de acesso ao Porto de Mariel”, acrescentou.

“Observar o cotidiano da ilha mostra, primeiro, a resiliência do povo cubano, mas você percebe também um povo fadigado, um povo cansado. Não é simples viver 60 anos sob bloqueio”, relatou o parlamentar.

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