Bolsonaro enterra aliança com Amin e define Carlos e Carol candidatos em SC

Carol de Toni, Carlos Bolsonaro e Jorginho Mello (Fotos: Câmara - Alan Santos/PR - Agência Brasil)

É o que informam seus aliados após visitá-lo

Jair Bolsonaro definiu Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) como candidatos ao Senado, enterrando a aliança com senador Esperidião Amin (PP), informaram aliados que o visitaram na prisão.

“Santa Catarina está resolvida: Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. Por maior que seja o carinho dele pelo senador Esperidião Amin (PP), o entendimento é esse”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), na quarta-feira (18).

O mesmo foi dito pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, que complementou: “Senado quem define é o presidente Bolsonaro, palavras do próprio Valdemar [da Costa Neto, presidente do PL]”.

A formação da chapa que apoiará a candidatura de Jorginho Mello (PL) em sua tentativa de reeleição ao governo de Santa Catarina já teve idas e vindas, com diferentes posições prevalecendo. Inclusive com ameaça de abandonar o PL feita por Carol, caso ela não fosse a candidata do partido ao Senado.

O PP quer reeleger seu senador Esperidião Amin e, caso fique sem espaço na chapa de Jorginho Mello, pode apoiar um adversário ou lançar uma candidatura própria – com as duas opções enfraquecendo a posição do atual governador.

Valdemar da Costa Neto chegou a se reunir com Carol de Toni para avisá-la de que ela não poderia disputar uma vaga no Senado Federal pelo PL, empurrando a deputada, que é líder nas pesquisas do Senado em SC, para fora do partido.

Agora, com Jair Bolsonaro expressando de dentro da prisão que quer seu filho, Carlos Bolsonaro, e Carol de Toni como candidatos, quem fica à margem é o senador Esperidião Amin.

O presidente da federação entre o União Brasil e o PP em Santa Catarina, deputado Fabio Schiochet (União-SC), defendeu que os partidos busquem outra candidatura, como a do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), caso fiquem de fora da chapa de Jorginho Mello.

“Se essa for a vontade do governador [Jorginho Mello], nosso caminho será de João Rodrigues”, declarou.

O tema pode escalar até o ponto em que o PP não apoie a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Esperidião Amin afirmou que “meu candidato desde dezembro é o Flávio, mas agora não sei se vai ser juridicamente legal. Gostaria que fosse, mas temos uma legislação para cumprir”.

Tudo isso começou com a mudança forçada de Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro, onde foi vereador por 24 anos, para Santa Catarina para ser candidato.

Na quarta-feira (18), depois de visitar Jair Bolsonaro na Papuda, Carlos postou uma foto ao lado de Carol de Toni, o que foi interpretado como uma sinalização de que os dois podem ser candidatos juntos.

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