Bombardeio de Israel no Líbano assassinou 83 crianças em uma semana, denuncia Unicef

Destruição por bombas de Israel lançadas contra Beirute (NETHOPE)

Pelo menos 83 crianças foram mortas e outras 254 ficaram feridas no Líbano desde o dia 2 de março pelos bombardeios israelenses, que estenderam ao país a guerra de agressão desencadeada pelo Eixo EUA-Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Os números são da agência da ONU para a Infância, a Unicef, em comunicado divulgado nesta segunda-feira (9). “Em média, mais de 10 crianças foram mortas todos os dias em todo o Líbano na última semana, com aproximadamente 36 crianças feridas por dia”, denunciou a organização.

Nos últimos 28 meses, foram 329 crianças mortas e 1.632 feridas no Líbano. Números que a Unicef classificou de “impressionantes” e “um testemunho contundente do impacto que o conflito está tendo sobre as crianças.”

Sob os bombardeios e as criminosas ordens de evacuação decretadas pelos fascistas israelenses, quase 700 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em menos de uma semana, muitas delas forçadas a sobreviver ao relento.

Entre elas, cerca de 200 mil crianças, denunciou a agência da ONU, alertando sobre as condições precárias a que estão sujeitas e a urgência da ajuda humanitária.

A Unicef conclamou todos os lados envolvidos no conflito a respeitarem as normas do direito humanitário internacional e garantirem a proteção dos civis. O que, em se tratando de Tel Aviv e Washington, certamente cairá em ouvidos moucos.

A agência da ONU chamou a “reduzir a escalada da situação e evitar novos danos às crianças”, reiterando ser imprescindível preservar escolas, abrigos e outras estruturas usadas pela população civil.

ATAQUES COM FÓSFORO BRANCO

Em paralelo, a principal organização norte-americana de direitos humanos, a Human Rights Watch (HRW), afirmou que forças israelenses utilizaram fósforo branco sobre áreas habitadas no sul do Líbano na atual escalada, em violação das leis de guerra e do direito internacional humanitário.

Imagens analisadas pela HRW mostram que o material foi disparado sobre zonas residenciais da localidade de Yohmor, provocando incêndios em residências, segundo a Al Jazeera. Sete fotografias verificadas pela organização mostram munições contendo fósforo branco sendo disparadas sobre bairros residenciais da cidade libanesa no dia 3 de março.

“Os efeitos incendiários do fósforo branco podem causar morte ou ferimentos cruéis que resultam em sofrimento por toda a vida”, afirmou o pesquisador da HRW para o Líbano, Ramzi Kaiss.

De acordo com o relatório, o formato da nuvem de fumaça observada nas imagens corresponde ao padrão conhecido como “knuckle”, típico da explosão das cargas de expulsão presentes nos projéteis de artilharia da série M825, calibre 155 mm, que contêm fósforo branco.

A investigação inclui verificação da autenticidade das imagens e sua geolocalização, o que reforçou a conclusão de que o material foi utilizado contra áreas com presença de civis.

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