Eleição será neste domingo (18) e mais de vinte candidatos disputam o pleito à presidência do país europeu. O PCP faz parte da CDU (Coligação Democrática Unitária)
O candidato a presidente de Portugal pelo PCP e da Coligação Democrática Unitária (CDU), Antônio Felipe, afirmou nesta quinta-feira (13), em entrevista ao jornal Avante, que entre os problemas do país está a posição de subserviência relativamente às orientações que vêm, quer da OTAN, quer da União Europeia, e que são contrárias à defesa do interesse e da soberania nacional.
“Meu programa aponta para a defesa do interesse e da soberania nacional, para um posicionamento no sentido da dissolução dos blocos político-militares e da resolução pacífica dos conflitos. É esse que deve ser o posicionamento do Presidente da República”, defendeu Antônio Felipe.
As eleições presidenciais de Portugal serão realizadas no próximo domingo, dia 18 de janeiro com mais de vinte candidatos disputando o pleito. Antônio Felipe, da coligação entre o PCP e Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), está entre os que defendem que Portugal se livre da ditadura neoliberal comandada de Bruxelas e que tem provocado a deterioração das condições de vida das populações dos países membros e colocado a Europa de joelhos diante da escalada fascista de Donald Trump.
Jurista respeitado, 62 anos, com várias obras e artigos científicos publicados, António Felipe é membro do Comitê Central do PCP e foi deputado da Assembleia Nacional por mais de 30 anos em 11 legislaturas, em três delas atuando como vice-presidente da Assembleia. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo. “Há uma grande insatisfação das pessoas quanto à vida que levam e às consequências de muitos anos de política de direita”, afirmou o candidato do PCP.
“Entendo que essa insatisfação deve ter uma tradução política e uma tradução eleitoral. As razões da insatisfação decorrem da precariedade laboral, dos baixos salários, das dificuldades no acesso à saúde, à habitação e à educação”, denunciou António Felipe. Segundo ele, “essa eleição deve traduzir o inconformismo dessas largas camadas da população”. O candidato comunista afirmou que sua candidatura resgata os valores de Abril. Ele destacou que “a agenda midiática, e mesmo a agenda que outros candidatos procuram impor, têm estado muito longe daquelas que são as reais preocupações das pessoas”.
“Da minha parte, farei um esforço para recentrar o debate naquilo que é importante, que é a vida de cada um, assim como as soluções para os problemas que enfrenta”, disse o candidato. “São as condições de trabalho que as pessoas têm de suportar, os baixos salários, a precariedade, a afronta que é a proposta de pacote laboral, as dificuldades de acesso à habitação, que afeta particularmente as camadas mais jovens, as dificuldades crescentes no acesso ao Serviço Nacional de Saúde, a perda de poder de compra”, completou o líder comunista.











