Capachos “01” e “03” já conspiram junto a Trump por intromissão americana na eleição brasileira

Os dois querem vender tudo do Brasil para Trump (reprodução)

Os dois serviçais insuflaram Trump a atacar Alexandre de Moraes. O bufão aproveitou e voltou a reclamar do PIX e do Mercosul. Diz que Visa e Mastercard, que cobram juros nas alturas, estão perdendo dinheiro. Ele quer esfolar o povo brasileiro

Os serviçais Flávio e Eduardo Bolsonaro já estão dando mostras que estão com medo e, por isso, já começam a tumultuar as próximas eleições. Exatamente como o pai fez em 2022. Mais uma vez eles suplicaram por intervenção do governo Trump nos assuntos e nas eleições do Brasil. Foi só o “rachadinha” discursar no encontro dos fascistas no Texas pedindo intervenção para os capangas de Trump começarem a atacar Alexandre de Moraes.

Em um documento com centenas de menções ao ministro do STF, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos EUA (controlada por trumpismo) afirmou nesta quarta-feira (1) que o magistrado brasileiro pode afetar as eleições deste ano no Brasil. Claramente lançam suspeitas infundadas para criar um clima de fraude. Fazem isso para justificarem intromissões nos assuntos internos do Brasil.

AMEAÇAS AO BRASIL

“As ordens de censura e o ‘lawfare’ do Ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar (…) a capacidade deles de se manifestar online sobre questões de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”, diz um trecho do relatório intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior: o caso do Brasil”.

Trump não se fez de rogado ao puxa-saquismo dos bolsonaros. Já preparando uma saída para a enrascada que se meteu no Irã, ele retoma provocações em outros lugares. É neste sentido a volta dos ataques ao processo político brasileiro. Trump vê no bolsonarismo exatamente o que eles são de verdade, uns serviçais sem escrúpulos que só sabem bajulá-lo e que querem vender tudo do Brasil para ele. Por isso a retomada dos ataques à democracia brasileira.

Quem censura de verdade a democracia é o governo Trump. Ele está usando suas tropas nazistas do ICE para aterrorizar e censurar o povo americano. Já matou dois cidadãos americanos que protestavam contra ele. É por essas e por outras que ele é cada vez mais repudiado pela população dos EUA. Não tem a menor autoridade moral para se meter na política brasileira. Muito menos ameaçar autoridades do Judiciário brasileiro, como está fazendo com Alexandre de Moraes.

Um dos capangas de Trump, Jason Miller, se achou no direito de fazer ameaças diretas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. “O cerco está se fechando sobre Alexandre de Moraes!!!”, disse o carrega-malas de Trump, em suas redes sociais, destacando a publicação arbitrária do Comitê Judiciário.

“Obtivemos ordens secretas de censura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Recebemos essas ordens como parte de nossa fiscalização sobre como a censura estrangeira afeta os direitos dos cidadãos americanos”, afirmou o comitê fascista, certamente alimentado pelas intrigas de Eduardo Bolsonaro, que não para de conspirar contra o Brasil.

VOLTA A ATACAR PIX

O que está por trás dos ataques são os interesses econômicos de Trump no Brasil. Ele está atacando o PIX – sistema moderno de pagamento brasileiro – e o Mercosul. Diz que as empresas americanas estão sendo prejudicadas. E ele conta com a ajuda dos traidores Flávio e Eduardo Bolsonaro, que se rastejam para bajular os interesses dos EUA e para prejudicar as empresas brasileiras.

Segundo um documento publicado pela Casa Branca, o modelo do PIX pode criar uma “desvantagem” para empresas norte-americanas que atuam no setor de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard. Abriu o jogo. Quer esfolar os brasileiros com os juros de escorcha de seus cartões.

“O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes do setor nos Estados Unidos têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o PIX, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico. Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix”, diz trecho do documento.

O PIX já havia entrado no radar de Donald Trump em outro momento. No ano passado, após taxar em 50% produtos brasileiros, a Casa Branca anunciou a abertura de uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da lei de comércio norte-americana. A firmeza de Lula no enfrentamento dos ataques de Trump, e também a Justiça americana, fizeram com que o bufão fosse obrigado a recuar.

REI DAS TARIFAS

Agora, o “rei das tarifas” se acha no direito de reclamar do que ele chama de “medidas consideradas protetivas” do Brasil. É muita cara de pau. “O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre as importações […] incluindo automóveis, autopeças, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário”, diz o documento da Casa Branca.

O documento também faz críticas ao Mercosul. O relatório afirma que exportadores americanos enfrentam “incertezas significativas” no mercado brasileiro, pois o governo “frequentemente modifica as taxas alfandegárias dentro das flexibilidades do Mercosul”. Isso é dito pelo governo que mais tarifas aplicou ao mundo desde que Trump chegou para o seu segundo mandato.

“A falta de previsibilidade em relação às taxas alfandegárias dificulta a previsão dos custos de fazer negócios no Brasil por parte dos exportadores americanos”, diz outro trecho do relatório. A Casa Branca está em apuros e quer se safar prejudicando a economia da América do Sul e do Brasil.

O Mercado Comum do Sul, o Mercosul, é um bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e cria uma zona livre de comércio entre os países-membros, com adoção de isenção ou redução de taxas e tarifas para importações/exportações dentro do bloco.

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