Carlos Bolsonaro amarga 3º lugar na corrida ao Senado, mostra AtlasIntel

Carlos Bolsonaro, ex-vereador no Rio. (Foto: Reprodução - Redes sociais)

E enfrenta rejeição de quase 50% dos catarinenses. Vereador do RJ é visto como oportunista por metade do eleitorado catarinense, fica fora da zona de classificação ao Senado

A corrida ao Senado em Santa Catarina revela dado incômodo para o clã Bolsonaro: mesmo em Estado amplamente favorável ao bolsonarismo, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) não consegue romper a barreira da desconfiança do eleitorado local.

Ele segue fora da zona de classificação em disputa ao Senado Federal.

Levantamento da AtlasIntel divulgado na quarta-feira (1º) mostra o vereador apenas em terceiro lugar, com 18,3% das intenções de voto. À frente estão Carol De Toni (PL), com 30,7%, e Esperidião Amin (PP), com 20,1%.

Na prática, Carlos está fora das 2 vagas disponíveis, pressionado ainda por Décio Lima (PT), que aparece com 13,4% dentro da margem de erro.

Essa movimentação do bolsonarismo na disputa pelo Senado mira a formação de maioria na Casa com o objetivo de chantagear o Supremo. Não há, portanto, nada de republicano nessa estratégia. Revela-se profundamente antidemocrática sob a ótica do Estado de Direito.

REJEIÇÃO E DESGASTE

Mais do que a posição no ranking, o principal obstáculo de Carlos Bolsonaro é a rejeição consolidada. Metade dos eleitores catarinenses (50%) considera a candidatura dele pelo Estado oportunista e contrária aos interesses da Unidade Federativa. Trata-se de julgamento político duro e raro nesse nível.

Apenas 25,6% enxergam a candidatura de Carlos como a melhor opção, enquanto 20,6% a classificam como legítima, porém questionável. O dado escancara a dificuldade de aceitação de nome identificado como “importado”, sem vínculo político direto com Santa Catarina.

Esse desgaste se traduz também nos índices de rejeição: Carlos registra 43,6%, um dos piores desempenhos do levantamento, atrás apenas de nomes com forte polarização nacional.

METODOLOGIA

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.280 eleitores entre os dias 25 e 30 de março de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-05257/2026 e BR-01666/2026.

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