A redução na infraestrutura sanitária do Carnaval de rua de São Paulo em 2026 deve marcar a organização da festa neste ano, com menos banheiros químicos disponíveis para atender foliões ao longo do período oficial de oito dias. A São Paulo Turismo, empresa municipal responsável pela logística do evento, dispõe de recursos para contratar no máximo 15,3 mil diárias de locação, número inferior às 24 mil efetivamente utilizadas em 2025 e distante das 21 mil registradas em 2020, último ano antes da atual gestão assumir a prefeitura.
Considerando os contratos firmados, a diminuição é ainda mais significativa, já que o acordo de 2025 previa até 38,5 mil locações ao longo do período carnavalesco, enquanto o instrumento firmado para este ano limita a contratação a 15,3 mil diárias, sem possibilidade de ampliação posterior por cláusula que exige execução integral conforme estabelecido inicialmente. Na prática, isso significa que a média de equipamentos disponíveis por dia cai de cerca de 3 mil unidades instaladas, para aproximadamente 1,92 mil neste ano.
O custo pago pela prefeitura pela locação também varia ao longo do tempo e chama atenção na comparação histórica. Em 2025, a diária foi de R$ 388, enquanto em 2019 havia sido de R$ 123 e em 2020 chegou ao máximo de R$ 203. Para 2026, o valor acordado foi de R$ 272 por unidade, em meio à estratégia de contenção de despesas adotada pela administração municipal para a realização do evento.
A diminuição do número de banheiros ocorre em meio ao corte orçamentário do carnaval paulistano. A prefeitura repassou R$ 29,2 milhões à SPTuris neste ano, abaixo dos R$ 42 milhões do período anterior, embora o montante divulgado oficialmente não englobe todas as despesas relacionadas à festa.
Mesmo com o patrocínio privado cobrindo integralmente esse valor, há custos adicionais, como R$ 15,3 milhões para ambulâncias e postos médicos, R$ 8,7 milhões destinados a ações de promoção turística, R$ 2,5 milhões voltados ao fomento de blocos e R$ 4,8 milhões gastos com fiscalização do comércio ambulante. Somadas essas rubricas, o custo total supera R$ 60,7 milhões, sem incluir despesas variáveis como limpeza urbana e iniciativas da área de direitos humanos.











