O governador do Espírito Santo (PSB), Renato Casagrande, criticou a brutal ação norte-americana contra o povo venezuelano, no sábado (3).
Os Estados Unidos bombardearam Caracas, capital da Venezuela, e sequestraram o presidente do país, Nicolás Maduro.
O governador capixaba escreveu na rede social que não concorda com “as práticas adotadas pelo governo de Maduro na Venezuela”, mas, da mesma forma, rejeita “intervenções externas que desrespeitam a soberania dos países”.
“Não concordo com o autoritarismo e as práticas adotadas pelo governo de Maduro na Venezuela. Da mesma forma, não concordo com intervenções externas que desrespeitam a soberania dos países”, afirma o governador.
“Democracia e direitos humanos não se constroem com imposições, mas com diálogo, responsabilidade e respeito internacional”, enfatizou Casagrande.
Na madrugada de sábado, os bandos militares dos EUA realizaram ataques contra a Venezuela que atingiram Caracas e outras regiões do país. As explosões ocorreram no complexo militar de Fuerte Tiuna e na base aérea de La Carlota, acompanhadas por helicópteros sobrevoando a área.
A agressão dos EUA vem recebendo repúdio internacional, com manifestações na Europa, nos Estados Unidos. Além de atos gigantes dentro na própria Venezuela.
O ataque ocorreu em meio a uma escalada da agressão que começou em agosto passado com o envio de uma operação militar no Caribe, ao largo da costa do país sul-americano.
Os EUA bombardearam pequenas embarcações acusadas, sem provas, de tráfico de drogas, ameaças de incursões contra Caracas e a apreensão de petroleiros — atos que o governo venezuelano classificou como “roubo” e “pirataria”.
LULA
O presidente Lula também emitiu uma nota condenando o ataque. Ele classificou a agressão como “uma afronta gravíssima à soberania” venezuelana.
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse Lula.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.











