Dirigentes das centrais sindicais, representantes de sindicatos, trabalhadores, entidades como UNE (União Nacional dos Estudantes) e CNAB (Congresso Nacional Afro-Brasileiro), lideranças políticas e dos movimentos sociais saíram às ruas para dizer um basta aos juros altos e à política econômica que trava o desenvolvimento do país, a geração de empregos e a valorização do trabalho.
No ato, em frente à sede do Banco Central na Avenida Paulista, em São Paulo, os manifestantes exigiram a redução imediata da taxa Selic, que será definida em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorre hoje e amanhã (18).
“Juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades. Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”, afirmou Renê Vicente, presidente da CTB de São Paulo e vice-presidente da CTB.
Para o presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, o país “precisa baixar os juros e gerar empregos dignos para trabalhadores”. “Juros elevados travam o desenvolvimento: quando o crédito fica caro, empresas deixam de investir, a indústria perde força e menos empregos são criados”, alertou Torres.
Conforme salientou o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, “é urgente barrar os juros abusivos que drenam nossos recursos para o capital financeiro internacional, que não produz nada”.
O presidente estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores de São Paulo (NCST-SP), Luiz Gonçalves (Luizinho), classificou de “absurdo” a manutenção da taxa de juros nos atuais 15%. “Sem financiamento acessível, empresas deixam de produzir, investir e gerar empregos”, disse.
“Nossa luta é reduzir essa taxa”, afirmou o diretor da UGT, Josimar Andrade. De acordo com ele, “nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros do mundo”.
Geraldino Santos Silva, secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, ressaltou a importância de “pressionar por mudanças na política econômica” para “garantir crescimento com distribuição de renda”. “Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades”, afirmou.











