China exige a libertação de Nicolás Maduro

Xi Jinping afirma que "intimidação unilateral prejudicou seriamente a ordem global". (Foto-Ken-Ishii-Gettyimages.ru)

A China exigiu que os EUA libertem imediatamente o líder venezuelano e sua esposa levados à força para Nova Iorque. Pequim cobrou dos EUA, também, que garantam a segurança dos sequestrados e que parem de tentar derrubar o governo da Venezuela.

O governo chinês emitiu um alerta para sua população, aconselhando não viajar para a Venezuela por receio da deterioração da segurança no país com a possibilidade de escalada nos ataques pelas forças americanas.

A Venezuela é aliada da China e este novo atentado contra a soberania do país eleva ainda mais as tensões entre os chineses e os americanos.

Nesta segunda-feira (5), o principal diplomata da China condenou os bombardeios perpetrados pelas forças americanas contra Caracas e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que os Estados Unidos agem como “o juiz do mundo”. O presidente Xi Jinping já advertira que “intimidação unilateral [dos EUA] prejudicou seriamente a ordem global”.

“Nunca acreditamos que qualquer país possa atuar como a polícia do mundo, nem aceitamos que qualquer nação possa se considerar o juiz do mundo”, disse Wang em Pequim durante uma reunião com diplomatas do Paquistão. “A soberania e a segurança de todos os países devem ser totalmente protegidas pelo direito internacional.”

O presidente chinês, Xi Jinping, nesta segunda-feira também pediu, sem mencionar os EUA, para que todos os países obedeçam a lei internacional e os princípios da ONU. O presidente americano, Donald Trump, voltou fazer ameaças contra os governos do México, de Cuba e da Colômbia, oficiais do governo americano também insinuaram a tomada da Groenlândia pela força.

Embaixadores da Venezuela, China, Rússia, Brasil, entre outros, criticaram, durante sessão especial da ONU, nesta segunda-feira, a ação agressiva dos EUA e classificaram como criminosa indo contra as leis internacionais.

“Um prenúncio de um retorno à era da anarquia e dominação dos EUA pela força, caos e anarquia, que continuam a afligir dezenas de estados em várias regiões do mundo,” disse Vasily Nebenzya, representante da Rússia na ONU.

“Não há, e não pode haver, justificativa para os crimes cinicamente perpetrados pelos Estados Unidos contra a Venezuela,” disse.

Geng Shuang, o representante da China na ONU, disse que Pequim assistiu “em choque” as ações de Washington na Venezuela. Ele classificou a operação que matou cerca de 80 pessoas com “ilegal e intimidadora” e que mina os princípios da soberania e não-interferência consagrados pela Carta da ONU.

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