Acusação é de abuso de poder político e econômico, com a contratação ilegal de 45 mil cabos eleitorais, na Ceperj, na eleição de 2022
O ministro Kássio Nunes Marques pediu vista e adiou, mais uma vez, o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico.
A presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcou para o dia 24 de março o retorno do julgamento.
O julgamento já tem dois votos a favor da cassação e da declaração de inelegibilidade de Castro e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ainda faltam os votos de cinco ministros.
Castro e Bacellar são acusados de montar um esquema de indicações para cargos para obterem benefícios eleitorais. Eles usaram o Centro Estadual de Estatísticas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para fazer contratações sem seleção pública.
A “folha de pagamentos secreta” nos órgãos tinha até 45 mil cargos temporários.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE), foram selecionados para as contratações “apoiadores políticos” dos dois, que atuaram como cabos eleitorais “disfarçados de servidores públicos temporários”.
A relatora do caso, Isabel Gallotti, votou pela condenação dos dois apontando a “distribuição massiva e obscura de recursos públicos”, buscando favorecimento eleitoral.
“Observadas em conjunto, as condutas revelam elaborado esquema de uso da estrutura administrativa estadual e seus recursos com a finalidade de influenciar nas eleições. Os investigados usaram disposições de comando no governo estadual para, valendo de suas prerrogativas, construir um projeto de poder”, afirmou.
Fontes dizem que a cassação do mandato de Cláudio Castro é do interesse de Flávio Bolsonaro, para emplacar seus aliados na eleição deste ano.











