“Conselho é um briquedinho de Trump, uma ideia absurda”, diz Aloysio

Ex-ministro Aloysio Nunes (Foto: Reprodução - Instagram)

Ex-ministro das Relações Exteriores recomenda que “a melhor maneira de você evitar um beco sem saída é não entrar nele”

O ex-chanceler Aloysio Nunes afirmou, nesta segunda-feira (26), que o “Conselho da Paz” é “um brinquedinho do Trump para ele se considerar dono do mundo” e defendeu que o Brasil deve negar-se a participar do grupo.

“Nenhuma diplomacia séria está aceitando participar desse simulacro de Nações Unidas, que é um brinquedinho do Trump para ele se considerar dono do mundo”, explicou.

O ex-senador Aloysio Nunes, que também foi ministro das Relações Exteriores no governo de Michel Temer e da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, comparou o convite de Trump para que o Brasil entre no “Conselho” a um “beco sem saída”.

“A melhor maneira de você evitar um beco sem saída é não entrar nele. Eu creio que há duas atitudes possíveis. A primeira é simplesmente ignorar, porque não é uma proposta séria”, continuou, em entrevista ao UOL News.

“Outra hipótese, que eu considero preferível, é dizer claramente que o Brasil não entra nessa. Dizer que o Brasil prestigia a arquitetura das organizações internacionais que tiveram nos Estados Unidos, inclusive, os seus principais propulsores. O Brasil prestigia, sobretudo, as Nações Unidas, com seu Conselho de Segurança”, completou.

O ex-ministro destacou que o grupo criado por Trump não tem qualquer critério democrático para sua gestão. “É uma ideia inteiramente absurda, porque é uma presidência vitalícia, talvez até hereditária, porque está lá o genro do Trump. É uma coisa inteiramente sem sentido, absurda”.

Também na segunda-feira, Lula conversou por telefone com Donald Trump sobre o tema. O presidente brasileiro “propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”, segundo informou o Itamaraty.

“Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, acrescentou.

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