Desde a Escadaria da Universidade de Havana multidão partiu para homenagear os 173 anos do natalício de seu herói nacional, conclamando a Latino-América à luta pela soberania e anti-imperialista
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, encabeçou nesta quarta-feira (28) à noite na Escadaria da Universidade de Havana a tradicional “Marcha das Tochas”, realizada em homenagem ao Herói Nacional José Martí, a 173 anos de seu natalício.
Acompanhado de uma multidão, grande parte jovens, Díaz-Canel marchou junto a autoridades do Partido Comunista de Cuba e do governo, até o sítio histórico onde José Martí esteve preso aos 16 anos, nas antigas Pedreiras de San Lázaro.
A primeira Marcha das Tochas ocorreu em 1953 quando Fidel Castro e os jovens do Movimento 26 de Julho comemoraram o centenário do nascimento de Martí, destacando o valor da soberania em contraposição à submissão ao imperialismo estadunidense.
O evento serviu de antessala para os quartéis Moncada (Santiago de Cuba) e Carlos Manuel de Céspedes (Bayamo) serem tomados de assalto meses depois, iluminados pelas ideias libertárias do ensaísta, tradutor, professor, e poeta frente ao colonialismo espanhol. Como escreveu Martí, “O amor, mãe, pela pátria / Não é o amor ridículo pela terra, / Nem pela grama que nossas plantas pisam; / É o ódio invencível aos que a oprimem, / É o rancor eterno a quem a ataca”.
Vídeo mostra a intensidade do repúdio a ameaças trumpistas:
“APELO À AÇÃO”
“Isto não é um ato de nostalgia, é um apelo à ação”, afirmou a presidente nacional da Federação de Estudantes Universitários (FEU), Litza Elena González Desdín, antes de destacar o que “aprendemos com Martí e Fidel”, que é a herança de hoje. “Temos que defender a soberania, construir mais justiça social e levantar a bandeira da unidade latino-americana e do anti-imperialismo”, enfatizou.
Também em homenagem ao dirigente histórico da Revolução Cubana, o líder estudantil fez um convite: entre os dias 10 e 13 de agosto, será realizado em Havana o Primeiro Colóquio Internacional Fidel: legado e futuro.
A presidente da FEU destacou a importância que se façam presentes em Cuba “os jovens que acompanham as causas justas do mundo, os movimentos sociais, as personalidades da política, da cultura, da ciência e de outros profissionais, aos estudantes da vida e obra do comandante-em-chefe e os amigos da Revolução Cubana em todo o mundo”.
“NÃO ACEITAMOS CORRENTES NOVAS OU VELHAS”
Em nome dos jovens, González Desdín ressaltou que a geração atual “não aceita correntes novas ou velhas” e “não se rende nem se vende”.
De forma enfática, a líder estudantil repudiou a recente agressão imperialista à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, e homenageou os 32 combatentes cubanos que tombaram em sua defesa. “Com a mesma unidade e ferocidade que eles, juramos que não haverá silêncio nem indiferença. Serenas sentinelas da dignidade”, enfatizou.
Entre outros nomes que se destacaram na marcha encontram-se a secretária-geral da Federação das Mulheres Cubanas, Teresa Amarelle Boué; o secretário do Conselho de Ministros, José Amado Ricardo Guerra; o chefe do Departamento Ideológico do Comitê Central do PCC, Yuniasky Crespo Baquero e a primeira secretária do Comitê Nacional da União de Jovens Comunistas (UJC), Meyvis Estévez Echevarría.
A primeira Marcha das Tochas sinalizou a existência do que seria conhecido como a “Geração do Centenário”, que resgatou as ideias do heroi nacional e as trouxeram para a prática revolucionária. Entre homens e mulheres que se tornaram símbolos de dedicação e compromisso estão Fidel e Raúl Castro; Juan Almeida, Camilo Cienfuegos, Ramiro Valdés Menéndez, Abel e Haydée Santamaría, Raúl Gómez García, Frank e Josué País; José Antonio Echeverría, Armando e Enrique Hart e Alfredo Guevara.











