O empresário e pastor evangélico Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entregou-se e foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4) em nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e outros crimes praticados pelo banco. Zettel estava foragido.
Daniel Vorcaro também foi preso, assim como seus aliados Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, e Marilson Roseno da Silva.
Segundo a coluna de Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S.Paulo, Mourão tentou suicídio e foi hospitalizado.
Os dois passaram por audiência de custódia e foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).
Essa terceira fase da Operação Compliance Zero apura de forma mais específica os “crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”, segundo a PF.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
Fabiano Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro, e é pastor na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte. Ele foi o maior doador das campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro, enviando R$ 3 milhões, e de Tarcísio de Freitas, com R$ 2 milhões, nas eleições de 2022.
Segundo a investigação, Zettel “manteve atuação direta e reiterada” nos crimes praticados no Banco Master, atuando como intermediário e operacionalizador de pagamentos e contratações falsas.
Fabiano Zettel era responsável pelos pagamentos aos membros do grupo “A Turma”, que, comandado por Vorcaro, agia para “obtenção ilegal de informações sigilosas” e “intimidação de críticos do conglomerado financeiro”.
Um dos casos de intimidação discutidos no grupo foi contra o jornalista Lauro Jardim, do Globo. Daniel Vorcaro orientou o grupo a “colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”. Em outra mensagem, o banqueiro falou: “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
A Polícia Federal verificou que o grupo de Vorcaro se estruturava por meio de quatro núcleos, sendo eles: núcleo financeiro; núcleo de corrupção institucional; núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro; núcleo de intimidação e obstrução de justiça.











