Delegação brasileira participa de encontro internacional de mulheres contra ingerência dos EUA na Venezuela

Entre as representantes brasileiras, Conceção Cassano (PCdoB e FMF) e Carla Quaresma (UBM). Foto: Reprodução/Instagram

Representantes de coletivos e de partidos políticos da América Latina e Europa estiveram em Caracas (Venezuela), entre os dias 6 e 8 de março, no 1º Encontro das Brigadas Internacionais das Mulheres ‘Cilia Flores pela Paz’, promovido pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

O encontro, que celebrou o Dia Internacional das Mulheres, foi um contundente ato de resistência ao imperialismo e reafirmação da soberania venezuelana, exigindo “o regresso imediato e seguro da primeira-dama Cilia Flores e do presidente Nicolás Maduro”, sequestrados pelos EUA e que encontram-se presos naquele país.

“O grande encontro das Brigadas Internacionais de Mulheres Cilia Flores pela Paz se consolida como um espaço onde a sororidade transpassa as fronteiras para se converter em um ato de resistência ao imperialismo. As delegadas internacionais reafirmam que não há feminismo real sem soberania e, unidas em uma só voz, exigem o regresso imediato e seguro da primeira-dama Cilia Flores e do presidente Nicolás Maduro ao solo venezuelano”, afirmou Ylayaly Guzman Leon, deputada venezuelana da Assembleia Nacional e dirigente de Mulheres do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Ylayaly Guzman destacou que durante o encontro, “teceram-se redes de solidariedade concreta para defender a paz e a autodeterminação dos povos de nossa América”, combatendo as ambições imperialistas para se “construir um caminho sólido até a emancipação definitiva”. “Defender a soberania nacional é, por essência, um ato feminista”, declarou.

Entre as delegadas brasileiras, Conceição Cassano, representante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e da direção da Federação de Mulheres Fluminenses, afirmou que o encontro foi “uma vigorosa demonstração para as mulheres do mundo todo da importância de se unir e lutar, com todas as forças, contra a tentativa de calar os povos”.

De acordo com Conceição, “mais de duzentas delegadas, de 22 países da América Latina e Europa, manifestaram solidariedade às mulheres e ao povo venezuelano diante das agressões do imperialismo norte-americano e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa e deputada Cília Flores”. “E prestamos nossa total solidariedade à heroica ilha de Cuba, exigindo o fim do embargo genocida”, acrescentou.

Cassano contou que uma das experiências mais impactantes do encontro, que teve diversas atividades em sua programação, foi “a visita às Comunas Populares, onde as mulheres têm um papel protagonista, ouvir seus depoimentos carregados de vigor revolucionário, de sentimento de Pátria, sempre referenciadas no comandante Hugo Chaves”.

Ela conta sobre outras atividades marcantes da viagem, como a visita à Comunidade La Soublette, no estado de la Guaira, “uma das áreas atingidas pelos drones agressores em 3 de janeiro, onde fomos recebidas pelo governador José Alejandro Teran, que nos falou das ameaças e agressões imperialistas na Venezuela e no mundo”; e a oportunidade de assistir de perto a Consulta Popular, “uma vigorosa demonstração de democracia popular, aprovando 35 mil projetos de interesse das Comunas”. Segundo Conceição, este 1º Encontro “foi um estímulo à luta das mulheres de todo o mundo”.

“Agradecemos à Venezuela por cumprir esse papel. Não nos renderemos à barbárie! Mais uma vez tentam calar os povos e dominar as nações livres e soberanas. Mais uma vez serão derrotados! Pela liberdade de Cilia e Maduro”, conclamou.

Foto: Reprodução /Instagram

Representando a União Brasileira de Mulheres (UBM), Carla Quaresma destaca que “neste encontro reafirmamos que a luta é coletiva, assumindo também o compromisso proposto pela brigada de articular uma frente feminista anti-imperialista e denunciar como o império se impõe oprimindo sobretudo as mulheres, o povo e seus territórios”.

“É por isso, entre tantas coisas, que manifestamos nossa irmandade em defesa da autodeterminação dos povos. Levantamos nossas vozes, porque o feminismo busca um mundo de justiça social sem oprimidas ou opressoras”, afirma a UBM, ressaltando a importância de “aprofundar a luta anti-imperialista, antipatriarcal, antioligárquica, antifascista e antirracista” e libertar a “primeira combatente Cilia Flores e o presidente constitucional Nicolás Maduro”.

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