A deputada Carol de Toni (SC) foi escanteada e obrigada a sair do PL, partido de Jair Bolsonaro, para que o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, ganhe a vaga para se candidatar ao Senado por Santa Catarina.
Carlos Bolsonaro foi vereador do Rio de Janeiro por 25 anos e mudou de domicílio eleitoral por ordem do pai.
O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, comunicou a Carol de Toni que ela não poderá ser mais candidata ao Senado pelo PL em reunião na quarta-feira (4).
Carlos Bolsonaro está desde o fim de 2025 viajando por Santa Catarina e fazendo campanha. Escanteada, Caroline foi a deputada mais votada nas eleições de 2022 em SC.
O outro candidato da chapa que apoiará o governador Jorginho Mello (PL) será indicado pela federação União Brasil – PP, tendo como principal nome o senador Espiridião Amin (PP), que pode tentar seu terceiro mandato como senador.
Em evento na segunda-feira (2), Jorginho Mello até chamou Carol de Toni de “senadora” e falou que ela será candidata.
Mas dois dias depois, seu partido cortou o espaço da deputada, mesmo que ela lidere as pesquisas eleitorais para o Senado em Santa Catarina.
A esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, publicou em suas redes sociais uma mensagem “em apoio” à deputada que foi, na prática, expulsa do PL. “Estaremos com você”, disse a presidente do PL Mulher.
O PL chegou a negociar com o MDB para que o partido indicasse um candidato a vice-governador na chapa com Jorginho Mello, mas essa conversa foi atropelada pelo anúncio de que o Novo é que ficaria com esse espaço.
O MDB decidiu abandonar a base do governo de SC, deixando todos os cargos no Executivo estadual, e buscar um novo projeto para o Estado.
Uma possibilidade que está sendo discutida entre os partidos é que o MDB apoie a candidatura de João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó, ao governo do Estado.











