Documentos que implicam Trump e, abuso de menor são ocultados pelo Departamento de Justiça do governo da Casa Branca
Parlamentares norte-americanos investigam acusações de retenção de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA (Department of Justice, DOJ), referentes ao caso do bilionário pedófilo, Jeffrey Epstein e que incriminam Trump, por abuso teria abusado sexual de menor.
Nesta terça-feira, o congressista democrata Robert Garcia, membro da ‘Comissão de Supervisão da Câmara e Reforma do Governo’, comunicou que a retenção dos documentos pelo DOJ americano, seria uma violação direta da lei aprovada em novembro do ano passado que obrigava o governo federal a divulgar todos os documentos relacionados com o caso Epstein.
Os documentos de Epstein que já foram divulgados mencionam acusação que ainda não verificada de uma mulher, a quem Trump teria atacado nos anos 80 quando ela ainda era menor de idade. Vários documentos relacionados à acusação dela ainda não foram divulgados.
“Nas últimas semanas, os democratas da Comissão têm investigado o tratamento do FBI com as alegações de 2019 de agressão sexual a menor feitas contra o presidente Donald Trump por uma sobrevivente”, disse Garcia. “Os democratas da Comissão podem confirmar que o DOJ retém ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente que acusou o presidente Trump de crimes hediondos”.
Os documentos mencionados são memorandos do FBI sobre entrevistas feitas pelos agentes americanos após denúncias feitas por uma mulher em 2019 que procurou as autoridades americanas depois da prisão de Epstein, acusando Trump e o próprio Epstein de a terem estuprado décadas antes quando era menor de idade.
Os investigadores do congresso americano constataram a falta dos documentos, depois de compararem os arquivos públicos com documentos listados no manifesto de evidências que foi fornecido à equipe de defesa Ghislaine Maxwell, a comparsa de Epstein nas operações de trafico de pessoas e pedofilia.
Maxwell atualmente está cumprindo uma pena de 20 anos pelos crimes que cometeu.
“Sob a intimação do Comitê de Supervisão e a Lei de Transparência de Arquivos Epstein, esses registros devem ser compartilhados imediatamente com o Congresso e o público americano”, disse Garcia. “Encobrir evidências diretas de um potencial ataque do presidente dos Estados Unidos é o crime mais grave possível neste acobertamento perpetrado pela Casa Branca.”











