
Mais de 50 mil manifestantes tomaram a Esplanada dos Ministérios durante a manhã e a tarde desta quarta-feira contra os cortes do governo nas verbas das universidades, instituições de ensino federais e programas de pesquisas.
Os estudantes e professores também aderiram em massa à greve nacional da Educação. Além da paralisação nas universidades, 90% dos professores das 678 escolas públicas do Distrito Federal aderiram à paralisação, segundo o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro).
Com segurança na entrada do prédio do Ministério da Educação (MEC) reforçada por homens da Força Nacional e em outros locais, houve confusão entre policiais militares e um grupo isolado de manifestantes na Rodoviária do Plano Piloto. Os PMs utilizaram spray de pimenta e, segundo informações da polícia dois manifestantes foram presos.
Alheio à crescente insatisfação e a intensa mobilização que já vinha tomando conta da comunidade educacional do país desde que anunciou o bloqueio de recursos das chamadas despesas discricionárias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas, o ministro Educação, ainda defendeu ontem, na véspera do Dia Nacional de Luta, a presença policial nas universidades.