A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, lembrou que foi no governo Lula que o Banco Master foi liquidado por cometer fraudes financeiras e o seu dono, Daniel Vorcaro, foi preso, enquanto bolsonaristas tiveram relação e colocaram dinheiro público no esquema criminoso. E nunca tomaram providências.
“Volto a lembrar que o [Daniel] Vorcaro foi preso nessa gestão do presidente Lula, na gestão do ministro Lewandowski”, destacou Gleisi.
Sabe-se que agora o ex-presidente do Banco Central (BC), o bolsonarista Roberto Campos Neto, teve conhecimento das graves irregularidades cometidas pelo Master contra o sistema financeiro, mas optou por deixar o banco seguir livre com seus crimes . Segundo informações divulgadas pelo “O Estado de S.Paulo”, na quarta-feira (28), Campos Neto sabia que o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, acumulava baixa liquidez, irregularidades contábeis e falhas relevantes no gerenciamento de risco.
Campos Neto optou por não intervir diretamente no Master, apresentando apenas soluções de mercado, como venda de ativos do Banco, na chamada “logica de separação do “good bank” (parte boa do Master) e o “bad bank” (ativos podres do banco). Assim, o custo para o sistema financeiro e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) seria menor”, afirma o jornal.
Gleisi Hoffmann disse que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, avisou Lula que seu escritório de advocacia tinha contrato com o Master antes de assumir o cargo e que a orientação do presidente foi que ele deveria se desvencilhar de todos – o que aconteceu.
“Ele [Lula] sabia que o ministro tinha contratos privados, e o ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos”, disse a ministra. Lewandowski “avisou que prestava atividades privadas, econômicas, que ele teria que se afastar”, continuou.
“Vamos lembrar que isso não afetou em nada a fiscalização e em nada a apuração dos fatos. Volto a lembrar que o [Daniel] Vorcaro foi preso nessa gestão do presidente Lula, na gestão do ministro Lewandowski”, destacou Gleisi.
Daniel Vorcaro foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025, mas foi liberado pela Justiça algumas semanas depois.
Ele é investigado por ter liderado uma fraude de pelo menos R$ 12 bilhões do Banco Master, que vendeu títulos de crédito falsos e adulterou balanços financeiros para conseguir investimentos.
O escritório de advocacia de Lewandowski foi contratado pelo Banco Master, com a esposa e o filho do ministro tendo atuado até agosto de 2025.
“Só o fato de existir um contrato não é algo ilegal, irregular ou imoral. Então, primeiro, tem que mostrar [as irregularidades]”.
“Segundo, a oposição tem que explicar os envolvimentos dos seus governos com essa questão, governo do Distrito Federal e governo do Rio de Janeiro, que estão envolvidos com os fundos de pensão em relação ao Master”, afirmou Gleisi.
No caso do DF, governado por Ibaneis Rocha, o envolvimento se deu por meio do Banco de Brasília (BRB), que comprou R$ 12 bilhões em títulos de crédito fraudados para salvar o Master de quebrar.
Já no Rio, que tem Cláudio Castro como governador, pelo menos R$ 970 milhões do Rioprevidência foram despejados no Banco Master.











