O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), apontou que é preciso “construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula” para isolar o bolsonarismo nas eleições de outubro.
“Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio [de Freitas] ocorrem nessa direção”, comentou o ministro em entrevista ao jornal O Globo.
Renan Filho avalia que o MDB, partido ao qual é filiado, é “muito importante” para ampliar as alianças da candidatura de Lula e que o partido pode estar na composição, pleiteando o espaço de vice-presidente.
“A negociação será ditada pela proposta para os próximos quatro anos, a linha da economia… E, sim, a própria participação [do MDB] no governo e a composição da chapa”, disse.
“O presidente está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição. E digo isso com a certeza de que o vice-presidente Geraldo Alckmin é um grande vice e ampliou essa aliança neste primeiro mandato. Haverá um novo debate sobre isso”, continuou.
De acordo com ele, “os resultados econômicos e sociais do Brasil são muito melhores do que os de um passado recente”.
O presidente do PT, Edinho Silva, declarou que o partido deve fazer um “amplo arco de alianças” para impedir a volta do “pensamento autoritário” à Presidência.
Até agora, Jair Bolsonaro tem pressionado para que seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja candidato a presidente.











