Eduardo e Helder reprovam ação criminosa dos EUA contra Venezuela

Governadores do Rio Grande do Sul e do Pará (Fotos: Vitor Rosa/Gov RS - Marcos Santos/Ag Pará)

Governadores do Rio grande do Sul e do Pará condenam “violência exercida por uma nação estrangeira” contra a soberania venezuelana

Os governadores Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Helder Barbalho (MDB), do Pará, condenaram invasão militar na Venezuela pelos Estados Unidos e o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro.

Para o governador do Rio Grande do Sul, “o regime ditatorial de Maduro é inadmissível” … “No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”.

“Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”.

HELDER: “RETROCESSO HISTÓRICO”

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), também prestou solidariedade ao povo venezuelano. Segundo ele, “a América do Sul vive um retrocesso histórico” com a agressão dos EUA. “Demoramos, como civilização, séculos para construir um arcabouço chamado direito internacional, cuja premissa é a autodeterminação dos povos e o multilateralismo”.

“Que Maduro não deveria nem poderia mais permanecer, como ditador, não há dúvida. A questão não é essa”.

“A questão é se os fins justificam os meios e se somos na América Latina meras colônias como quando os primeiros europeus chegaram por aqui. A resposta é não! Quando uma potência estrangeira – qualquer uma! – captura e sequestra o chefe de Estado de um país soberano estamos diante de uma agressão à toda ordem internacional”, denuncia Barbalho.

“Um erro não justifica outro e dois erros não fazem um acerto. Esperemos que a evolução dos acontecimentos permita que uma solução baseada no respeito a princípios, e não só à força, prevaleça no final”.

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