Trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas, 48,49% do rendimento só para adquirir alimentos básicos
O valor da cesta básica subiu em 17 capitais e diminuiu em outras nove localidades na passagem de novembro para dezembro deste ano, segundo análise mensal da Cesta Básica de Alimentos, que é feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do governo federal.
Em dezembro de 2025, o preço médio da cesta básica na cidade de São Paulo ficou em R$ 845,95, alta de 0,56% ante novembro, mantendo a capital paulista com a cesta básica mais cara entre as 27 capitais do país.
No último mês de 2025, os principais aumentos no preço da cesta básica ocorreram em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%), Teresina (1,39%), Macapá (1,23%), Goiânia (1,19%) e Rio de Janeiro (1,03%). No destaque da redução dos preços ficaram Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%). Em João Pessoa, o custo da cesta manteve-se estável.
Ainda que os preços de alguns produtos recuassem, como o arroz agulhinha, a batata, óleo, açúcar e café, na maioria das capitais, conforme a pesquisa, de acordo com o Dieese, quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido – após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social -, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em dezembro de 2025, 48,49% do rendimento para adquirir alimentos básicos. E o trabalhador ainda tem as despesas com água, luz, moradia, transporte, medicamentos, entre tantos outros.
Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00, vigente neste período.
A partir do dia 1º de janeiro deste ano, o valor do salário mínimo passou a ser de R$ 1.621,00, um aumento de R$ 103,00 sobre o piso mínimo de 2025. Um reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses findos em novembro do ano anterior, com o objetivo de recuperar o poder de compra do salário, e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) referente a dois anos antes.
Em comparação com dezembro de 2024, entre as 17 capitais pesquisadas, houve aumentos em nove municípios e queda em oito. Destacam-se as altas em Salvador (4,04%), Belo Horizonte (2,40%) e Rio de Janeiro (1,57%). Do lado das reduções mais importantes, ficaram Brasília (-3,90%) e Natal (-3,27%). Nesta base comparativa, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.067,68 ou 5,01 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.











