Em estado de greve, metroviários de São Paulo cobram valorização salarial e concurso

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou o estado de greve nesta terça-feira (10). A principal reivindicação da categoria é a negociação de um novo Plano de Carreira que seja considerado justo pelos trabalhadores, incluindo a extensão dos pagamentos dos chamados STEPS (etapas de progressão salarial previstas no plano de carreira) a todos os empregados, e a eliminação de limites orçamentários que dificultam melhorias nas remunerações.

A categoria também exigem o fim da terceirização das atividades de manutenção e a abertura imediata de concurso público para repor e ampliar o quadro de funcionários, cuja ausência desde 2016, somada a sucessivos Planos de Demissão Voluntária (PDVs) e Planos de Demissão Incentivada (PDIs), tem provocado um esvaziamento do corpo técnico e operacional da empresa na avaliação do sindicato.

Entre outras pautas estão ainda a revisão de mecanismos internos como critérios de análise comportamental que influenciam promoções e concursos e a garantia de oportunidades mais justas de ascensão profissional para oficiais de manutenção e demais funções especializadas. Essas reivindicações, segundo os metroviários, são essenciais para valorizar o trabalho e fortalecer o Metrô público, em oposição a práticas prejudiciais à segurança, eficiência e condições de trabalho no sistema metroviário de São Paulo.

“O objetivo disso é pressionar para abrir negociação, para que a empresa deixe de lado o autoritarismo e escute e incorpore as demandas dos trabalhadores por um Plano de Carreira decente, que não ajude o Metrô público virar uma empresa privada”, afirma o sindicato.

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