
No momento em que o governo Tarcísio de Freitas acaba de entregar três linhas de trens à iniciativa privada – as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade –, dando ainda de lambuja ao consórcio vencedor do leilão mais de R$ 10 bilhões de recursos públicos para modernização das linhas, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) inicia um novo processo de demissão de funcionários.
O plano de desligamento, intitulado PDI (Plano de Demissão Incentivada), oferece alguns incentivos financeiros aos trabalhadores para diminuir o quadro total de empregados e assim baixar as despesas da empresa.
Este novo PDI se dá após a baixa adesão ao processo de demissão do final do ano passado, quando houve o anúncio do PDI após a concessão da Linha 7-Rubi. No ano passado, menos de 500 funcionários aderiram às demissões.
As demissões em massa na CPTM ocorrem desde que foi iniciado o processo de privatização pelo governador Tarcísio e a expectativa é de que ocorram cada vez mais demissões.
A maioria dos profissionais aptos a aderirem ao PDI são trabalhadores experientes, muitos que estão na empresa entre uma ou mais de duas décadas, desde a criação da CPTM em 1992, sendo a sua saída, uma grande perda para a qualidade e segurança do serviço prestado à população.