“Estreito de Ormuz está aberto a todos, menos EUA e inimigos”, declara ministro do Exterior do Irã

“O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto a navios dos EUA e inimigos seus aliados”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, enfatizando  que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra e que o Irã está se defendendo, visando apenas bases e interesses norte-americanos na região.

Na entrevista ao jornal libanês Al-Arabi Al-Jadeed, publicada neste domingo (15), o chanceler iraniano reforçou que embarcações de outros países estão livres para transitar pelo Estreito de Ormuz, local por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo.

Ele reconheceu, porém, que muitos navios preferem não passar pela região devido às preocupações com a segurança, mas disse que isso não é responsabilidade do Irã. “Isso não tem nada a ver conosco”, reiterou.

MINISTRO DENUNCIA OPERAÇÕES DE BANDEIRA TROCADA DOS EUA

Ele acrescentou que os estadunidenses construíram um drone semelhante ao drone iraniano Shahed, chamado ‘Lucas’, com o qual atacam alvos em países árabes.

O diplomata afirmou que o Irã está preparado para formar uma comissão conjunta de investigação, com a participação de países da região, para examinar as áreas que foram atacadas. Em relação à mediação por países da região e à posição do Irã sobre o assunto, Araqchi esclareceu que, até o momento, nenhuma iniciativa específica foi proposta para pôr fim à guerra, acrescentando que o Irã acolhe com satisfação qualquer iniciativa regional que leve a uma solução justa.

Araqchi também afirmou que o Irã continua sua cooperação diplomática com o Catar, a Arábia Saudita, Omã e os países vizinhos para superar a crise.

A SITUAÇÃO NO IRÃ É ESTÁVEL

Em relação à possibilidade de um ataque contra instalações energéticas iranianas, advertiu que, “se inimigos atacarem nossas instalações energéticas, atacaremos as instalações de empresas norte-americanas na região”.

Dessa forma, ele descartou as ameaças dos EUA de tomar posse da ilha de  Kharg, no sul do país, após os ataques realizados contra esse local estratégico, alertando que “ocupá-la seria um erro maior do que atacá-la”.

O ministro enfatizou que a situação no Irã é estável e que o novo líder do país, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, está com boa saúde e governando o país plenamente.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram sua brutal agressão contra o Irã, assassinando o Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, em flagrante violação da soberania do país.

Como parte de sua resposta legítima, as Forças Armadas Iranianas lançaram imediatamente ataques decisivos com mísseis e drones contra bases americanas na região e alvos em territórios ocupados por Israel.

O Irã também bloqueou o estratégico Estreito de Ormuz para petroleiros e navios-tanque ligados aos regimes agressores e atacou alguns petroleiros que ignoraram os avisos das forças iranianas.

A interrupção do tráfego de petroleiros nessa via navegável estratégica, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, levou a um aumento significativo nos preços da energia.

“A presença das forças norte-americanas no Golfo Pérsico tem sido a principal fonte de insegurança nos últimos 50 anos. É impossível garantir a segurança na região a menos que os Estados Unidos se retirem e os países da região, particularmente o Irã e Omã, assumam o controle do Estreito de Ormuz”, frisou Mohsen Rezai, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

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