Exército Brasileiro reforça defesa com compra de mísseis e tanques nacionais

Exército reforça seu poder de defesa (Foto: míssil 1.2 AC Max e VBTP Guarani (divulgação)

O presidente Lula afirmou recentemente que “se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”

Diante das ameaças cada vez maiores vindas de uma atuação neocolonial do regime Trump, tanto o governo do presidente Lula como as Forças Armadas do Brasil estão investindo com ênfase no fortalecimento da defesa nacional.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o Exército Brasileiro investiu R$ 1,27 bilhão durante o governo Lula (PT), na compra de mísseis e tanques blindados com capacidade anfíbia e canhões de maior alcance, com o propósito de que “as forças terrestres estejam preparadas para enfrentar ameaças contemporâneas e futuras”.

O Exército citou ainda como fatos que determinaram as suas decisões sobre armamento a guerra territorial entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de quatro anos, e os conflitos na Palestina, alvo de agressões do regime fascista de Israel.

Depois do episódio do sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente Lula manifestou preocupação sobre o que ocorrera no país vizinho e pediu aos militares uma leitura de cenários sobre as vulnerabilidades do Brasil diante de um ataque do tipo, como a Folha mostrou em reportagem publicada em fevereiro.

Na segunda-feira (9), durante visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, a Brasília, Lula exteriorizou a preocupação com uma invasão aos moldes da que ocorreu na Venezuela.

“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz, aqui ninguém tem bomba nuclear”, disse o brasileiro. “Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente.”

Na quinta (12), o governo Lula se manifestou de forma contrária a uma visita de um conselheiro de Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão. Segundo manifestação de Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, ao STF (Supremo Tribunal Federal), a visita de Darren Beattie a Bolsonaro significaria “ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

As compras dos equipamentos militares, além de serem feitas também em países como EUA e Israel, usaram a fabricação nacional como prioridade, entre eles os 120 mísseis 1.2 AC Max, resultado de um contrato para fabricação por uma empresa em São José dos Campos (SP).

O objetivo, no caso dos mísseis, é “aprimorar a capacidade de dissuasão do Exército brasileiro”. “A obtenção de um armamento coletivo anticarro é crucial para fortalecer a linha de defesa em operações de combate terrestre”, disse a Força.

No caso dos tanques blindados, houve a aquisição de 163 carros entre 2023 e 2026, sendo a grande maioria do modelo VBTP (viatura blindada de transporte pessoal) MSR 6×6 Guarani. Os gastos somaram R$ 1,12 bilhão, conforme os dados do Exército. O fornecimento dos mísseis 1.2 AC Max é feito pela empresa SIATT Engenharia, Indústria e Comércio, sediada em São José dos Campos. Há contratos assinados com o Exército entre 2019 e 2025.

Já a fabricação dos blindados Guarani, na configuração nova definida pelo Exército, está a cargo da IDV Brasil, que fica em Sete Lagoas (MG). Um único contrato tem valor de R$ 7,5 bilhões, referente à aquisição de centenas de veículos blindados pela Força até 2040.

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