Polícia usou jatos de água de canhão em temperaturas abaixo de zero para dispersar a multidão que marchava em Zurique para exigir: “Joguem o Trump no lixo”
Com faixas, cartazes e palavras de ordem contra a chegada do presidente dos Estados Unidos, uma multidão foi às ruas de Zurique, segunda-feira (19), para deixar claro que “Trump não é bem-vindo” ao Fórum Econômico Mundial. “Chega de lucro com a guerra!”, “Fora Trump”, “Joguem o Trump no lixo”, entoaram, enfrentando a repressão de jatos de água de canhão em temperatura abaixo de zero, no maior protesto já realizado desde 2018, quando o governante desembarcou pela primeira vez na maior cidade suíça.
“Quando fascistas, oligarcas e belicistas se reúnem em Davos, é nosso dever ir às ruas”, apontou a convocatória do evento, que condenava a reunião da elite global. De forma enérgica, os participantes vincularam o presidente dos EUA e a elite econômica com o agravamento das guerras, a violenta campanha de perseguição aos imigrantes e o genocídio em curso em Gaza contra a população palestina e a crise climática.
“Acompanhados por Donald Trump, um gabinete de horrores composto por belicistas, autocratas e chefões corporativos estará em Davos”, alertava o Movimento ao Socialismo, frisando que “é nossa obrigação política e moral resistir ao mundo de Trump e seus aliados”.
O movimento anti-imperialista condenou explicitamente a política externa do governo Trump, incluindo o bombardeio de inúmeras nações, o recente ataque à Venezuela e o sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Suas ameaças alucinadas de adquirir o território autônomo dinamarquês da Groenlândia, inclusive por meio de invasão armada, foi particularmente rechaçada.
“OS OCEANOS ESTÃO SUBINDO E NÓS TAMBÉM!”
Entoando slogans como “Os oceanos estão subindo e nós também!”, o evento ganhou corpo com os manifestantes sendo contidos pela polícia, que passou a disparar balas de aço revestidas de borracha e gás lacrimogêneo, deixando dezenas de pessoas feridas.
Na avaliação dos organizadores, o protesto estampou que Trump representa “o caráter cada vez mais autoritarismo da direita em que se aplica o direito do mais apto em que genocídios, guerras de agressão, crimes de guerra, operações de mudança de regime e chantagem econômica constituem os meios da política internacional para manter e expandir sistemas imperialistas de poder e exploração”.
“Mas existe também outro mundo. Vale a pena lutar por esse mundo. Vamos nos organizar, juntamente com todas as forças antifascistas, contra o mundo de Trump e seus aliados!”, concluíram.











