A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect) está reivindicando uma reunião urgente com a direção da empresa para tratar de “erros graves” nos descontos da greve aplicados na folha de pagamento dos trabalhadores.
No final de 2025, trabalhadores dos Correios em várias regiões do Brasil deflagraram uma greve nacional por tempo indeterminado, em resposta ao impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a direção da estatal. O movimento, que envolveu sindicatos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, surgiu em meio a um cenário de crise financeira na empresa e insatisfação com propostas consideradas insuficientes de reajuste salarial e manutenção de direitos.
Durante a paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo em operação, e, após semanas de mobilização e negociações, a greve foi considerada legal e encerrada no fim do ano, com determinação de retorno ao trabalho, previsão de reajuste salarial, entre outros pontos.
De acordo com ofício enviado à presidência dos Correios, a estatal está descumprindo decisão do TST ao descontar todos os dias corridos da paralisação, incluindo finais de semana e folgas.
“Essa prática é ilegal e desrespeita decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou que os descontos só podem incidir sobre os dias efetivamente trabalhados”, afirma a federação.
Segundo a entidade, “em termos simples: não podem ser descontados sábados, domingos nem descansos remunerados. Mesmo assim, os descontos continuam sendo aplicados de forma incorreta, gerando prejuízo financeiro direto à categoria”.
A Findect explica que no julgamento realizado no TST, ficou estabelecido que qualquer desconto relacionado à greve deve ser aplicado de forma parcelada, em três vezes, incidindo exclusivamente sobre os dias efetivamente não trabalhados.
No ofício, a federação exige a correção imediata dos cálculos, o cumprimento integral da decisão do TST e também cobra a antecipação do pagamento dos reajustes retroativos, hoje prevista apenas para abril de 2026, como forma de minimizar os impactos financeiros recentes sobre os trabalhadores.











