Forças genocidas de Israel atacam Beirute

Colunas de fumaça subiram de diversos bairros da capital libanesa atingidos pelas bombas de Israel (TV Al Manar)

Agressores expandiram os ataques, que começaram com invasão do sul do Líbano, a bairros ao sul de Beirute

O êxodo, que já se expandia por todo o sul do Líbano e tirou 84 mil de suas casas na região sul, agora inclui milhares de moradores da capital, Beirute, informou a TV libanesa Al Manar. Os bairros atingidos pelas bombas de de Netanyahu são Ghobeiri, Jammous, Musharafieh e Haret. Além disso, a razia israelense atingiu a cidade de Brital no vale do Bekaa.

A agressão israelense ao Líbano já matou 102 pessoas e feriu outras 638, informou o Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública do Líbano nesta quinta-feira (5). O exército agressor estendeu a ordem de deportação aos moradores dos subúrbios do sul da capital, meio milhão de pessoas.

O pretexto agora anunciado pelo genocida Netanyahu é que a Resistência libanesa, Hezbollah, teria se declarado solidária ao povo iraniano atacado pelo eixo EUA-Israel. O governo libanês condenou a invasão e disse que já providenciou abrigo para 84 mil que ficaram repentinamente sem teto, em 99 abrigos, e que as opções estão esgotadas.

O ministro da Agressão, o nazista Israel Katz, anunciou a pretensão de tornar permanente a ocupação do que chama de “áreas estratégicas” no sul do Líbano. Na região, o Hezbollah já transformou cinco tanques israelenses Merkava em sucata fumegante.

O Hezbollah comunicou na terça-feira que atingiu com foguetes e drones três bases militares no norte de Israel e nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel na Síria.

“Israel continua seus violentos bombardeios. Desta vez sobre Dahye, ao sul de Beirute. Netanyahu (graças a Trump) já tem a ‘guerra regional’ que sempre procurou.”

“A situação humanitária no Líbano está piorando cada vez mais. Os abrigos estão superlotados e não há apartamentos disponíveis para aluguel. Socorro emergencial é insuficiente. As pessoas dormem no chão sem cobertores ou colchões no frio intenso”, denunciou Mohamad Safa, diretor executivo de uma organização credenciada junto à ONU, a PVA Visão Patriótica.

A jornalista Rania Khalek, do BreakThrough News, disse que Israel “está tentando esvaziar grandes partes do país”, e especulou que isso estava sendo feito de forma a maximizar o caos no terreno.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência das Nações Unidas para Assistência aos refugiados palestinos(UNRWA), disse que sua agência “abriu abrigos de emergência para pessoas deslocadas — refugiados palestinos, libaneses e sírios igualmente” após o alerta de evacuação de Israel.

Lazzarini também enfatizou que “o Líbano precisa de paz, não de mais destruição, deslocamento e morte.”

Apesar de Tel Aviv alegar como pretexto para mais assaltos ao Líbano a oposição do Hezbollah à invasão do Irã, durante os quatorze meses de suposto cessar-fogo as forças fascistas israelenses mataram centenas de libaneses e perpetraram milhares de ataques.

O ministro de Assuntos Sociais do Líbano informou que vinte pessoas foram mortas em ataques israelenses na quarta-feira e que não há mais vagas para abrigar os deslocados em Beirute e Sidon.

Ao mesmo tempo, a mídia libanesa noticiou que forças israelenses haviam entrado nas aldeias fronteiriças de Mays al-Jabal e al-Khiam. A Síria havia anunciado anteriormente o fechamento de sua passagem de fronteira com o Líbano, após Israel ter anunciado que se preparava para atacar a região.

A força de paz da ONU no sul do Líbano (UNIFIL) afirmou que seu pessoal documentou tropas israelenses “cruzando para o território libanês perto das aldeias de Markaba, Al-Adaisseh, Kfar Kila e Ramyah”, em violação à Resolução 1701 do Conselho de Segurança.

O Hezbollah surgiu como uma guerrilha de resistência à ocupação do sul do Líbano por Israel, que durou de 1982 até à expulsão em 25 de maio de 2000. Ocupação durante a qual foi perpetrado o massacre de Sabra e Chatila, sob comando do criminoso Sharon. Houve ainda mais três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de 10 mil civis.

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