A Gestapo anti-imigração de Trump matou a tiros neste sábado (24) Alex Jeffrey Pretti em Minneapolis, no segundo assassinato de cidadãos norte-americanos em menos de um mês ali, e no dia seguinte à greve e manifestação na cidade contra a presença do ICE, que contou com milhares nas ruas sob temperatura abaixo de zero e centenas de lojas e instituições fechadas.
O assassinato ocorreu pela manhã, na esquina da E26th com a Nicolett Ave, segundo o chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara. Pretti é branco, de 37 anos, não tinha antecedentes criminais e tinha porte legal de arma.
No dia 7, a assassinada pelo ICE foi a mãe de três filhos Rennee Nicole Good, cidadã norte-americana e branca, dentro de seu veículo, com três tiros, um deles na cabeça.
No assassinato neste sábado, um vídeo já mostrado pelas principais mídias dos EUA mostra um enxame de agentes do ICE derrubando violentamente alguém no chão e o atacando com spray de pimenta, até que se ouve tiros e vozes que se alarmam: “eles o mataram”.”Por que porra o mataram?”
Como observou o senador democrata, Ruben Gallego, após ver e compartilhar o vídeo do assassinato, os agentes do ICE , “atiram no corpo dele depois que ele já está imóvel” – “é desprezível e completamente evitável”.
O DHS alegou que a operação do ICE no local visava um imigrante ilegal procurado por agressão violenta. Já Greg Bovino, comandante da Patrulha da Fronteira, alegou que o agente da lei que atirou tinha oito anos de experiência, era altamente qualificado e seus tiros haviam sido “defensivos”. O ICE exibiu uma pistola semiautomática de 9 mm supostamente apreendida com o morto.
Houve “mais de um policial envolvido nos disparos” disse O’Hara na coletiva de imprensa. Segundo ele, as evidências no local apontam para mais de um agente federal disparando uma arma, embora não tenha detalhado quantos tiros foram disparados. O chefe de polícia de Minneapolis disse que o homem morto foi encontrado pelos primeiros socorristas com múltiplos ferimentos a bala.
Os assassinos foram confrontados por populares indignados bradando “Fuck ICE” e “Vergonha”, e atacaram a multidão com spray de pimenta e irritantes. Nas imagens mostradas em uma transmissão ao vivo no Facebook, a fita policial amarela – que marca o local do crime – é visível, assim como a presença de agentes do ICE mascarados.
O governador de Minnesota, Tim Walz, anunciou que o estado será responsável pela investigação do caso. “Já informei à Casa Branca que o estado deve liderar a investigação e que os investigadores estaduais devem garantir que a justiça seja feita”, declarou Walz em sua conta na rede X.
“Minnesota já está farta. Isso é repugnante”, continuou. “”O Presidente deve encerrar esta operação. Retirem os milhares de policiais violentos e sem treinamento de Minnesota. Agora.”
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, dirigiu-se, em entrevista coletiva neste sábado, ao próprio Trump, exigindo que remova os agentes do ICE. “A invasão desses agentes fortemente armados e mascarados que circulam pelas nossas ruas de Minneapolis, encorajados por um sentimento de impunidade, precisa acabar. Não é assim que precisa ser”.
A combativa deputada Ilhan Omar, democrata cujo distrito abrange partes de Minneapolis e subúrbios vizinhos, chamou o tiroteio fatal deste sábado de “execução”.
“Estou absolutamente de coração partido, horrorizada e horrorizada que agentes federais tenham assassinado outro membro da nossa comunidade. É extremamente vergonhoso que esses agentes federais estejam mirando nossos moradores em vez de protegê-los”, ela postou no X.
Também o presidente do Comitê Nacional Democrata (DNC), Ken Martin, natural de Minnesota, ecoou os apelos para que o ICE deixe o estado, escrevendo em uma postagem do X: “Tire o ICE de Minnesota agora.”
Trump, o capo da perseguição odienta aos imigrantes e instigador dos crimes do ICE, reagiu à condenação de mais um assassinato do ICE, acusando a polícia de Minneapolis de “não proteger” seus capangas e ao governador e prefeito de incitarem a “insurreição”.
E tuitou freneticamente: “Deixem os patriotas do ICE fazer seu trabalho!”, asseverando, ainda, que “12 mil aliens ilegais, muitos dos quais violentos, foram presos e tirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, estaríamos vendo algo muito pior do que foi visto hoje!”.
Cumprindo a determinação do governador Waltz, a promotora do condado de Hennepin, que abrange Minneapolis, Mary Moriarty, pediu que as pessoas enviem qualquer vídeo da cena do crime. “A cena deve ser protegida pelas autoridades locais para preservação das provas”, disse ela em uma postagem no X sábado. Moriarty orientou a enviar vídeos para o site: Solicitação de Provas do Escritório do Advogado do Condado de Hennepin.











