
O governo da Alemanha, inspirado pelos americanos, está deportando pessoas que fazem críticas ao genocídio em Gaza. Manifestantes pró-Palestina, mesmo com cidadania da União Europeia, críticos do apartheid israelense, estão sendo perseguidos, censurados e em caso de serem estrangeiros, deportados.
Desde o início do genocídio em Gaza, manifestações e eventos críticos a Israel estão sendo cancelados e censurados. Por exemplo, recentemente quatro pessoas estrangeiras que vivem na Alemanha estão a ser deportadas sob a acusação de participação em protestos contra o genocídio em Gaza e o apartheid de Israel.
Três desses manifestantes alvos para deportações são cidadãos da União Europeia, o que lhes dá o direito de livre movimento dentro dos países membros. Os quatro manifestantes pró-Palestina não cometeram nenhum crime, mas aparentemente na Alemanha, assim como nos EUA, criticar Israel é um crime passível de perseguição pelo Estado, censura e deportação.
Os manifestantes Cooper Longbottom, dos EUA, Kasia Wlaszczyk, da Polônia, Shane O’Brien e Roberta Murray, ambos da Irlanda, estão na iminêcia de expulsão do país por participarem de protestos anti genocídio na Alemanha. As ordens para deportação tem menos de um mês para serem executadas mesmo sob protestos de censura e acusações de estarem alinhados com o governo de Trump.
“O que estamos vendo aqui vem diretamente do manual da extrema direita”, disse Alexander Gorski, um dos advogados representando dois dos manifestantes. “Você pode ver isso nos EUA e agora na Alemanha: a dissidência política é silenciada ao mirar o status migratório dos manifestantes”.
Mesmo com as objeções do chefe da imigração de Berlim, de acordo com o Intercept, as deportações foram levadas adiante por pura pressão política. Eles estão sendo acusados, sem provas, de “terrorismo e antissemitismo”, acusações que eles estão contestando e acusaram o governo alemão de “transformas a leis de migração em arma”.