O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu que o governo Lula está propondo e colocando em prática medidas de fortalecimento da PF, em especial por meio da valorização da carreira dos agentes, como forma de robustecer o combate ao crime organizado.
Em artigo intitulado “Valorização e eficiência interessam ao Brasil”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, Andrei Rodrigues apontou que o crime organizado cresceu nos últimos anos com base em “sofisticação e expansão” de suas atividades, “inclusive com atuação transnacional”.
Por isso, as forças de segurança do Brasil “precisam manter capacidade permanente de adaptação, inteligência e resposta, o que exige estruturas sólidas, quadros qualificados e instrumentos modernos de gestão pública”.
Andrei Rodrigues apontou que as propostas do governo federal buscam “resgatar a atratividade da função policial” e adotar um modelo de gestão baseado na “eficiência, transparência e mensuração de desempenho”. O governo estuda medidas de gratificação por eficiência que podem chegar a 30% dos salários.
O diretor-geral da PF destacou que pode ser utilizado como incentivo à produtividade a “recuperação de bens e ativos em poder de criminosos”.
Esse tema foi muito discutido após o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) propor, em seu substitutivo do PL Antifacção, um texto que retirava os valores apreendidos em investigações da PF e os passava para os Estados. Uma proposta que visava enfraquecer a Polícia Federal e, por conseqüência, beneficiava os criminosos.
A recuperação de bens e ativos “solidifica iniciativas que vêm sendo usadas com sucesso pela Polícia Federal, de forma inteligente, e privilegia a atuação completa no enfrentamento do delito, atingindo a musculatura financeira das organizações investigadas, além da tradicional responsabilização criminal”, argumentou Andrei Rodrigues.
Para o chefe da PF, a corporação “tem o dever permanente de atuar de forma eficiente, republicana e técnica, colocando-se a serviço da população brasileira com rigor, profissionalismo e imparcialidade, atributos que a consolidaram como uma das instituições mais respeitadas do país”.











