Após morte de El Mencho, líder do cartel do fentanil, presidente Scheinbaum assegura superação da onda de violência no México
A onda de violência protagonizada pelo cartel de fentanil “Jalisco Nova Geração” após o assassinato do seu líder Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo El Mencho, no último domingo (22), deixou um saldo de 58 mortos entre forças federais e narcotraficantes, além da prisão de 41 pessoas e 91 veículos em chamas ou danificados.
A presidente do México, Claudia Scheimbaun, comemorou que “hoje acordamos sem nenhum bloqueio nas rodovias, pois praticamente toda a atividade foi retomada”.
Reconhecendo a dedicação e o esforço dos membros das Forças Armadas no combate ao crime organizado, Claudia frisou que “o México realmente possui forças armadas extraordinárias; são homens e mulheres bem preparados e profissionais, com grande visão e patriotismo, e com treinamento excepcional”.
Pedindo calma à população, a presidente afirmou que a prioridade agora é garantir “a paz, a segurança e a normalidade no país”.
NOS EUA, O FENTANIL É A PRINCIPAL CAUSA DA MORTE ENTRE PESSOAS DE 18 A 45 ANOS
Por ser de 50 a 100 vezes mais potente que a morfina, o fentanil é a principal causa de morte entre norte-americanos de 18 a 45 anos. Diante da extrema gravidade do problema, os Estados Unidos instituíram o 9 de maio como Dia Nacional de Conscientização sobre o fentanil. Os últimos levantamentos no país vizinho apontam ter provocado 77.600 mortes no período de 12 meses, encerrados em março de 2025.
De forma enfática, ela esclareceu a complexidade da operação que foi planejada e executada exclusivamente pelas Forças Armadas Mexicanas, especificamente pelo Exército, e que o governo dos Estados Unidos ficou limitado tão somente a fornecer informações.
“OPERAÇÕES FORAM REALIZADAS POR FORÇAS NACIONAIS”
“Todas as operações estão sendo realizadas por forças nacionais; não há participação de forças estadunidenses”, reiterou Claudia, frisando que o entendimento com os EUA se limita ao compartilhamento de inteligência, o que ocorreu neste caso. “Mas toda a operação, desde o planejamento, está sendo conduzida por forças federais, neste caso, a Defesa Nacional”, acrescentou.
Agradecendo a todos os governadores, que agindo em estreita coordenação e compartilhando muitas informações tornaram possível o sucesso da ação, a presidente fez uma saudação aos soldados e ao seu comandante, Ricardo Trevilla Trejo, e uma deferência aos que tombaram e às suas famílias em luto. “Quero dar um reconhecimento especial ao Ministério da Defesa Nacional, ao General Trevilla, ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional e à Força Aérea”, destacou.











