Billie Eilish somou, com sua voz, a solidariedade aos imigrantes: “Honestamente, ninguém é ilegal numa terra roubada”
As bestialidades cometidas pelos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) voltaram a ser alvo de severas condenações neste domingo (1º). Desta vez o protesto partiu de músicos premiados durante a solenidade do Grammy, que expressaram para todo o mundo sua solidariedade e o apreço à justiça e à igualdade.
Ao receber o prêmio Grammy 2026 de Melhor Álbum de Música Urbana por seu álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” (“Deveria ter tirado mais fotos”), o cantor porto-riquenho Bad Bunny atacou o clima de violência e perseguição imperante durante o governo Trump, que vem fechando o cerco contra os imigrantes.
“Antes de agradecer a Deus, vou dizer: Fora, ICE!”, afirmou Bad Bunny, enfatizando: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos estrangeiros”. “Somos seres humanos e somos americanos”, continuou o cantor, sendo ovacionado pela plateia. Ele ressaltou que “a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, conclamando seus seguidores a “serem diferentes”. “Se lutarmos, temos que lutar com amor. Nós não odiamos vocês. Amamos nosso povo. Amamos nossa família, e é assim que se faz. Com amor. Não se esqueçam disso, por favor”, encerrou.
Crítico contundente das políticas de imigração do governo Trump, Bad Bunny vem enfrentado críticas tanto de apoiadores republicanos quanto do próprio presidente dos Estados Unidos, que alegou não conhecê-lo.
Ao receber o prêmio de música do ano por “Wildflower” (Flores silvestres), Billie Eilish também somou sua voz em favor da população imigrante. “Honestamente, ninguém é ilegal numa terra roubada”, afirmou a cantora, que realçou o significado da mobilização política e social para impedir a continuidade do retrocesso. “Eu sinto esperança nessa sala. A gente precisa continuar a se manifestar. Nossas vozes são importantes. Pessoas são importantes”, concluiu.
O repúdio à política fascista de Trump se intensificou após o dia 7 de janeiro, quando um agente do ICE matou a cidadã Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação em Minneapolis. Desde então, os protestos na cidade só tem aumentado, culminando no assassinato – com três tiros pelas costas – de outro cidadão americano, Alex Jeffrey Pretti, durante uma batida policial contra um imigrante indocumentado. Inicialmente o ICE tentou divulgar que Pretti estava armado, mas confirmou-se que portava apenas um celular.











