A repressão de imigrantes em várias cidades norte-americanas levada a cabo nos últimos meses a mando de Trump teve no seu comando operacional o fascista Gregory Bovino, promovido à função de comandante geral da Patrulha de Fronteira pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, para atuar em Los Angeles, onde foram realizadas milhares de prisões e agressões à população. Depois disso, sua atuação nefasta se concentrou em Chicago, Charlotte, New Orleans e finalmente Minneapolis, onde Gregory se encontra agora.
Vestido com um longo sobretudo verde oliva de botões de latão, que fez a mídia alemã automaticamente associá-lo ao uniforme usado por oficiais do regime nazista, Bovino se apresentou diante das câmaras afirmando que “a lei federal será aplicada, independentemente de qualquer código”, justificando a presença de seus agentes em grandes centros urbanos norte-americanos, de Los Angeles a Mineapolis, onde costumam circular mascarados, como se fossem paramilitares.
A atuação do ICE sob a sua chefia tem sido marcada por ações violentas, como vidros de carros partidos, portas de residências arrombadas, patrulhamentos a cavalo instigando o medo, uso de gás lacrimogêneo e gás pimenta, além de ações violentas para dispersar multidões e, como nos casos recentes em Minneapolis com uso de armamento letal.
No sábado (24), duas semanas após o assassinato da mãe de três filhos, de 37 anos, Renee Good, foi a vez do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, ser executado com uma dezena de tiros, alguns deles pelas costas, por agentes federais. A vítima foi imediatamente qualificada, sem provas, como “terrorista doméstico” pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a mesma que alçou Gregory ao posto de comando.
BUSCA TRANSFORMAR A VÍTIMA EM VILÃO
Quando Pretti apenas filmava com seu celular a ação do ICE e tentava proteger uma mulher atingida por spray de gás, Bovino, seguindo a chefe, usou a linha que visa a transformar a vítima em vilão: “O suspeito se colocou nessa situação, em que um indivíduo queria causar o máximo de danos e massacrar os agentes da lei”.
Em 2018 com a responsabilidade de chefe da patrulha do setor de Nova Orleans, Bovino esteve perto de se aposentar, depois de se mostrar publicamente muito crítico das políticas de imigração de Joe Biden. Mas a chegada de Donald Trump à Casa Branca o demoveu e ele, desde então, faz de tudo para chamar a atenção do novo presidente. Enviou dezenas de agentes ao Condado de Kern, na Califórnia, para realizar detenções em postos de gasolina, aterrorizando a comunidade migrante, particularmente os que trabalham no setor agrícola do Estado. Disse que queria prender criminosos, mas a verdade é que apenas uma das 78 pessoas que deteve tinha antecedentes criminais.
“Se você acha que os rótulos de fascismo e autoritarismo são exageros, assista a este vídeo”, alertou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, em referência a uma imagem que retrata o comandante do ICE como um oficial hitlerista.











