Trump ordenou no sábado (21) o envio de um navio-hospital para a Groenlândia sob o pretexto de oferecer cuidados de. saúde à população. O primeiro-ministro groenlandês Jens‑Frederik Nielsen postou um comunicado rejeitando o “presente de grego” do presidente americano. Aproveitou para lembrar que a Groenlândia e a Dinamarca já fornecem assistência médica gratuita e universal.
“Vai um ‘não obrigado’ daqui”, postou o premiê groenlandês nesse domingo. Ele disse que a opção de um sistema público de saúde foi “uma escolha deliberada”, na contramão do sistema privatizado norte-americano,
Ele também pediu por mais diálogo com a Casa Branca ao invés de “explosões aleatórias nas mídias sociais” por parte do presidente americano.
“A população groenlandesa recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe na Groenlândia e, se for necessário tratamento especial, recebe na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia”, disse o Ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, para a mídia local.
Desde que assumiu seu segundo mandato, Trump fez constantes ameaças na mídia americana e nas redes sociais de anexar o território da Groenlândia, um território semiautônomo dinamarquês. Ele também fez as mesma ameaças de anexação contra o país vizinho, o Canadá, chegando a até defender o uso de força militar.
Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, sem mencionar Trump, postou no Facebook que estava “feliz por viver em um país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos, onde não é o seguro ou a fortuna que determinam se você recebe tratamento digno”.
“O mesmo vale para a Groenlândia”, disse. O governo da Groenlândia fez um acordo com a Dinamarca no inicio deste mês para melhorar o atendimento de cidadãos groenlandeses em hospitais dinamarqueses.
Aaja Chemnitz, representante da Groenlândia no parlamento da Dinamarca, rejeitou a oferta dos americanos e defendeu a cooperação com os dinamarqueses. “Isso é melhor resolvido em cooperação com a Dinamarca, que é um dos países mais ricos e mais bem educados, por exemplo, na área de saúde. Não com os Estados Unidos, que têm seus próprios problemas em seu sistema de saúde”, finalizou.
Groenlândia rejeita navio-hospital de Trump: “nosso sistema de saúde é universal e gratuito”










